segunda-feira, junho 29, 2026
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Fisioterapia do Hospital Galileu devolve mobilidade e autonomia a pacientes de trauma

Antes mesmo da cirurgia, o paciente Ruan da Silva Costa, 22 anos, já começou a perceber mudanças que vão além da recuperação física. Após fraturar o tornozelo esquerdo, ele chegou ao Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, com limitações. Em poucos dias de acompanhamento fisioterapêutico, começou a retomar a autonomia.

“Eu não conseguia mexer o pé, mas agora já consigo e ando de muleta com mais segurança. Isso me deu mais independência, mesmo antes da cirurgia”, contou Ruan, profissional em barbearia, funilaria e pintura. Para ele, o cuidado recebido é determinante para a melhoria na locomoção.

Histórias como a de Ruan Costa mostram o impacto da fisioterapia na recuperação de pacientes vítimas de trauma. Referência em ortopedia na Região Metropolitana de Belém, o Hospital Galileu vem consolidando o serviço como um dos pilares da assistência em média e alta complexidade. Entre janeiro e abril de 2026, foram realizados 8.867 atendimentos fisioterapêuticos.

Ampliação – O volume reflete também uma mudança no perfil da unidade. De acordo com a coordenação do setor, houve aumento significativo na demanda em relação ao ano passado, especialmente após o Hospital Galileu ampliar sua atuação em casos de maior complexidade. “Hoje, atendemos principalmente casos de pré e pós-operatório de fratura de fêmur, o que exige uma abordagem mais intensiva e especializada”, explicou a coordenadora da equipe, Tyssia Costa.

Mesmo diante de quadros mais delicados, a resposta clínica é rápida. Com a aplicação de protocolos institucionais, os pacientes costumam apresentar melhora na mobilidade e redução de dores em um intervalo médio de três a cinco dias — fator que contribui diretamente para a diminuir complicações e o tempo de internação.

Os avanços no setor de fisioterapia ampliam os resultados obtidos pela equipe profissional
Os avanços no setor de fisioterapia ampliam os resultados obtidos pela equipe profissional

Na prática, a fisioterapia atua em múltiplas frentes. Segundo a fisioterapeuta Gabryella Corvelo, as principais demandas incluem reabilitação de fraturas, atendimentos pré e pós-operatórios, lesões musculares, traumas neurológicos e complicações respiratórias. “Também trabalhamos a reabilitação da marcha, com ou sem dispositivos auxiliares, sempre buscando devolver funcionalidade ao paciente”, informou.

A profissional disse ainda que o atendimento a pacientes vítimas de trauma exige atenção redobrada e sensibilidade. “Há dor, limitação de movimento e, muitas vezes, a presença de fixadores ou dispositivos que restringem a mobilidade. Por isso, a progressão precisa ser gradual. Mas tão importante quanto a técnica é o olhar humano, porque estamos lidando com pessoas que, de um dia para o outro, precisam se adaptar a uma nova realidade”, ressaltou.

Avanços – O cuidado integral se reflete nos resultados. A evolução dos pacientes é acompanhada por indicadores, como ganho de amplitude de movimento, aumento da força muscular e níveis de independência, mensurados por escalas como Barthel e MRC, desde a chegada até a alta hospitalar.

Entre os atendimentos, casos marcantes reforçam o alcance desse trabalho. Um paciente jovem, que deu entrada com fratura grave e sem condições de caminhar, conseguiu recuperar a marcha com independência após o acompanhamento fisioterapêutico. “Foi muito emocionante fazer parte dessa trajetória de devolver funcionalidade e confiança para ele”, disse Gabryella Corvelo.

Fonte: Agência Pará

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