terça-feira, julho 7, 2026
Desde 1876

LITERATURA – Meu coração é você

Quando a morte estancar-me o peito,

Encontrarás morbidez em meu coração.

Sem mais tardar, morta jazia a paixão

Que tanto vibrou sobre o lascivo leito.

***

Um uivo de aflição no instante triste.

Consternação profunda, olhar perdido;

Vulcão profundo, sonho adormecido,

A chama do brasido já não insiste.

***

Nessa quimera viu, em extrema agonia;

Sinto-me a acompanhar, numa noite fria.

Solidão deserta, guardiã da lembrança.

***

Talvez quando finda a vida – esperança –

Maressa, dona do meu amor, meu viver:

Lúgubre albergue, em teu seio renascer.

Por Arnaldo Silva da Rosa

*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.

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