Quando a morte estancar-me o peito,
Encontrarás morbidez em meu coração.
Sem mais tardar, morta jazia a paixão
Que tanto vibrou sobre o lascivo leito.
***
Um uivo de aflição no instante triste.
Consternação profunda, olhar perdido;
Vulcão profundo, sonho adormecido,
A chama do brasido já não insiste.
***
Nessa quimera viu, em extrema agonia;
Sinto-me a acompanhar, numa noite fria.
Solidão deserta, guardiã da lembrança.
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Talvez quando finda a vida – esperança –
Maressa, dona do meu amor, meu viver:
Lúgubre albergue, em teu seio renascer.
Por Arnaldo Silva da Rosa
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.













