“Energia que Protege”, patrocinado pela Equatorial Pará, recebe o Prêmio Neide Castanha 2026 e reforça ações de proteção às crianças e adolescentes no estado.
Em meio à campanha Maio Laranja, que mobiliza o país no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o projeto “Energia que Protege”, patrocinado pela Equatorial Energia no Pará, está entre os vencedores da 15ª edição do Prêmio Neide Castanha 2026, uma das mais importantes premiações nacionais voltadas à defesa dos direitos da infância e adolescência. A cerimônia será realizada nesta segunda-feira, 18 de maio, em Brasília, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
O reconhecimento acontece em um cenário alarmante. Dados do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, apontam que o Brasil registrou mais de 289 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes em 2024, dentro de um total de 657,2 mil denúncias de violações de direitos humanos no país. O número representa crescimento de 22,6% em relação ao ano anterior, reforçando a necessidade de ampliar ações de prevenção, conscientização e fortalecimento das redes de proteção.
Executado pela ONG Rádio Margarida, o projeto “Energia que Protege” levou apresentações teatrais educativas para escolas municipais de Belém, Ananindeua e Castanhal, utilizando a arte como instrumento de diálogo, sensibilização e enfrentamento à violência infantojuvenil. As atividades alcançaram estudantes do 5º ao 9º ano, além de professores, famílias e comunidades escolares.
O anúncio da premiação foi divulgado pela Secretaria Executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e pela Rede ECPAT Brasil, instituições de referência nacional na promoção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
“Para nós é uma honra receber a notícia da premiação. Fazer parte e apoiar projetos que promovem a proteção dos direitos e da segurança das crianças e adolescentes é um pilar da Equatorial, e compromisso de todos nós”, destaca Michele Miranda, analista de Responsabilidade Social da empresa.
Além das ações educativas nas escolas, o projeto também promoveu o treinamento das equipes da empresa parceira CGB, responsáveis pela leitura do consumo de energia em campo. A proposta foi capacitar os profissionais para identificar possíveis situações de vulnerabilidade durante as visitas aos imóveis e orientar famílias sobre canais de denúncia e proteção.
“Acreditamos que iniciativas como essa têm um papel fundamental na formação, conscientização e proteção de crianças e adolescentes. Através da informação e o fomento da arte, conseguimos contribuir para o fortalecimento das redes de proteção”, reforça Michele Miranda.
Coordenadora geral da Rádio Margarida, Nayara Lima de Luna destaca que o reconhecimento nacional reforça a importância da parceria entre sociedade civil e iniciativa privada no combate à violência sexual infantojuvenil.
“O Projeto ‘Energia que Protege’ receber o prêmio Neide Castanha é motivo de profunda alegria para a Rádio Margarida e representa o reconhecimento de uma trajetória construída há mais de três décadas na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Esta conquista também evidencia a importância da parceria com a Equatorial Energia, que acreditou na potência da arte, da educação popular e da mobilização territorial como estratégias efetivas de prevenção e enfrentamento da violência sexual”, afirma.
Segundo Nayara, o projeto demonstra como a articulação entre diferentes setores pode gerar impactos concretos na construção de uma sociedade que coloque a infância e adolescência como prioridade absoluta, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Criado para homenagear a ativista Neide Castanha, o prêmio reconhece iniciativas de destaque no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Neide foi uma das protagonistas da construção do ECA e atuou diretamente na elaboração do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, deixando um legado histórico na defesa dos direitos da infância no Brasil.














