domingo, janeiro 11, 2026
Desde 1876

Trump assina decreto para proteger receita do petróleo venezuelano mantida em contas nos EUA

Medida impede que tribunais e credores confisquem valores de vendas de petróleo da Venezuela. Receita ficará sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, segundo o governo Trump.

Por Reuters

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, assinou uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem receitas da venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro norte-americano, informou a Casa Branca neste sábado (10).

A medida estabelece que a receita, mantida em fundos de depósito de governos estrangeiros, deve ser usada na Venezuela para criar “paz, prosperidade e estabilidade”.

Ela foi assinada na sexta-feira (9), menos de uma semana após os EUA capturarem o líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas.

Várias empresas têm reivindicações antigas contra a Venezuela. A Exxon Mobil e a ConocoPhillips, por exemplo, deixaram a Venezuela há quase 20 anos depois que seus ativos foram nacionalizados. Ambas ainda têm a receber bilhões de dólares.

A ordem não menciona nenhuma empresa específica. Ela declara que o dinheiro é propriedade soberana da Venezuela, mantida sob custódia dos EUA para fins governamentais e diplomáticos, e não está sujeito a reivindicações privadas.

“O presidente Trump está impedindo a apreensão de receitas do petróleo venezuelano que poderiam minar esforços críticos dos EUA para garantir estabilidade econômica e política na Venezuela”, afirmou a Casa Branca.

Um acordo dos EUA com líderes interinos da Venezuela prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo bruto aos Estados Unidos, onde diversas refinarias são especialmente equipadas para processá-lo.

Trump citou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, e a Lei de Emergências Nacionais, de 1976, como base legal para o decreto.

O presidente americano assinou a medida no mesmo dia em que se reuniu em Washington com executivos da Exxon, Conoco, Chevron e outras companhias de petróleo, como parte de uma iniciativa para incentivá-las a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera da Venezuela.

 Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

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