Iniciativa promove debate sobre o cotidiano de pescadores e as tecnologias ancestrais que movem os rios da região.
O Museu das Amazônias (MAZ) dá início, nesta sexta-feira (27), a uma jornada de imersão nas ciências e tecnologias ancestrais da nossa região. O projeto “Vivências MAZ” faz sua estreia oficial com um tema essencial para a identidade paraense: a pesca. O encontro acontece no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, localizado no Complexo Porto Futuro, em Belém.
Tecnologias que nascem no Rio
Sob o tema “Tecnologias nascidas dos rios: a pesca do mapará e a importância dos acordos coletivos”, a programação busca mostrar que o conhecimento ribeirinho é, na verdade, uma tecnologia fundamental para o desenvolvimento sustentável. O debate focará na autonomia das comunidades, na proteção dos recursos hídricos e na força das organizações comunitárias que garantem a vida nos rios.
Mão na massa: Oficina de Miriti e Jupati
A programação começa cedo, às 14h, com uma oficina prática de preparo do miriti e da tala de jupati. Os participantes aprenderão como esses materiais são transformados em utensílios indispensáveis para o cotidiano amazônico, como cestas e o matapi (armadilha usada na pesca do camarão).
A atividade será conduzida por Jerry Santos, artesão e educador ribeirinho natural de Cametá, que traz a bagagem de quem vive e ensina a arte das águas.
Roda de Conversa e Intercâmbio de Saberes
A partir das 16h, o evento promove uma roda de conversa qualificada. Além de Jerry Santos, o debate contará com a participação de Manoel Potiguar, gerente de projetos do Instituto Peabiru, reunindo pescadores, pesquisadores e a comunidade acadêmica.
“O Vivências MAZ é um espaço de escuta e troca, que evidencia como essas práticas tradicionais também são tecnologias fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região”, afirma Gabrielle Martins, coordenadora de programação do museu.
Foto: Manuel Sá
Vivências MAZ
Data: 27 de março (sexta-feira)
Local: Parque de Bioeconomia – Complexo Porto Futuro
Horário: 14h às 18h
Público: Estudantes, pesquisadores e trabalhadores da pesca e dos rios (Entrada Gratuita)








