*Arnaldo Silva da Rosa
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E eis que é setembro, e a primavera acende.
No olhar de um homem e uma mulher;
Duas vidas, num só destino, se entendem,
E o amor faz do chão um canteiro qualquer.
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Vieram flores, vieram espinhos,
Sementes de amor, raízes no chão;
E, entre beijos, abraços e caminhos,
Fizeram da vida uma só canção.
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Mas hoje o jardim se cobre de saudade,
E o céu, antes azul, se faz nevoento;
Dois vultos se afastam da cidade,
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Enquanto a noite abre o firmamento.
E, num clarão, o amor vence a eternidade:
Dois astros se abraçam no último momento.
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*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20.








