Contrariando a prática de dar desconto após lançamentos, fabricante encarece modelos no site oficial; alta do iPhone Air chega a R$ 2.000.
Em um movimento que contraria a prática histórica do mercado de tecnologia, a Apple reajustou para cima os preços de modelos antigos do iPhone comercializados em sua loja oficial no Brasil. A mudança ocorreu logo após a apresentação da nova geração de aparelhos — que inclui o dobrável iPhone Duo e os modelos 18 Pro e 18 Pro Max —, com aumentos que chegam a R$ 2.000 em versões lançadas anteriormente.
A maior alta foi registrada na linha iPhone Air. A versão topo de linha do modelo ultrafino, equipado com 1 TB de armazenamento, saltou de R$ 13.499 para R$ 15.499. Já as opções de 256 GB e 512 GB do mesmo aparelho sofreram um acréscimo de R$ 500. Outros modelos da marca, como o iPhone 16, o iPhone 17 e o iPhone 17e, registraram aumentos que variam de R$ 200 a R$ 300, a depender da capacidade de memória.
Paralelamente às remarcações, a fabricante retirou de seu catálogo oficial as edições iPhone 17 Pro, iPhone 17 Pro Max e iPhone 16 Plus. Apesar da remoção no site próprio, esses dispositivos continuam sendo distribuídos através da rede de varejistas parceiras.
Crise de semicondutores e custos de produção
O movimento reflete alertas que vinham sendo emitidos pela cúpula da companhia nos últimos meses a respeito da pressão de custos na cadeia global de suprimentos. Em declarações recentes, executivos da Apple classificaram os aumentos repassados por fornecedores de componentes como “inevitáveis” e insustentáveis para absorção integral pela empresa.
O principal gargalo está na indústria de semicondutores, especificamente nos chips de memória RAM. A escassez e a consequente alta nos insumos decorrem de uma reestruturação produtiva das grandes fabricantes do setor, que passaram a priorizar a demanda por chips de alta performance voltados para centros de processamento e dados em Inteligência Artificial (IA), reduzindo a oferta para eletrônicos de consumo.







