Ideia apresentada por Nélio Aguiar prevê instituições com autonomia administrativa e financeira e cursos voltados às demandas de cada região
A criação de duas novas universidades estaduais no Pará, uma voltada para o Oeste e outra para o Sudoeste do Estado, está entre as propostas apresentadas por Nélio Aguiar, ex-prefeito de Santarém e ex-deputado para a área da educação superior. A ideia prevê instituições com autonomia administrativa e financeira e estrutura acadêmica planejada de acordo com as características econômicas, sociais e ambientais de cada região.
Segundo a proposta, a discussão sobre a necessidade de ampliar e fortalecer a oferta de ensino superior público nessas áreas começou durante a atuação de Nélio Aguiar como secretário regional de Governo do Baixo Amazonas. Na ocasião, ele afirma ter mantido diálogos com professores, estudantes e entidades representativas sobre a expansão da educação superior no interior.
O projeto parte da avaliação de que instituições estruturadas especificamente para atender às demandas do Oeste e do Sudoeste poderiam ampliar a capacidade de planejamento de cursos, pesquisa e extensão, aproximando a formação acadêmica das necessidades dos municípios.
AUTONOMIA E ESTRUTURA
Entre os pontos previstos está a garantia de recursos para o funcionamento das futuras instituições, além da estruturação dos cursos já existentes e da ampliação da oferta de graduação.
A proposta também destaca a necessidade de professores em quantidade suficiente, estrutura adequada para as atividades acadêmicas e investimentos em áreas consideradas estratégicas para as regiões. O curso de Medicina aparece entre as formações mencionadas.
A intenção, segundo Nélio Aguiar, é reduzir a necessidade de deslocamento de estudantes para outras regiões e, ao mesmo tempo, ampliar a formação de profissionais que possam permanecer trabalhando nos municípios onde vivem.
“Precisamos pensar uma universidade a partir da realidade do nosso Oeste e do Sudoeste do Pará. Uma instituição com autonomia para planejar seus cursos, fortalecer a pesquisa e a extensão e formar profissionais para as necessidades da nossa região”, afirmou.
Educação ligada ao desenvolvimento regional
A proposta também associa a expansão do ensino superior à formação de mão de obra especializada e à produção de conhecimento sobre problemas específicos do interior paraense.
Na avaliação apresentada por Nélio, a presença de universidades com maior autonomia regional poderia contribuir para a formação de profissionais em áreas como Medicina, Engenharia, Educação e Pesquisa, além de estimular atividades econômicas relacionadas ao ambiente universitário.
“Universidade também é desenvolvimento regional. Quando formamos médicos, engenheiros, professores, pesquisadores e outros profissionais aqui, fortalecemos os municípios, movimentamos a economia e criamos condições para que o conhecimento produzido na região ajude a resolver os nossos próprios desafios”, declarou.

Criação dependeria de etapas legais e orçamentárias
A criação de novas universidades estaduais, porém, não depende apenas da apresentação da proposta. A iniciativa exigiria estudos de viabilidade, definição do modelo institucional, legislação específica, planejamento orçamentário e estrutura administrativa.
Também seria necessária articulação com o Governo do Estado e análise pelo Poder Legislativo, especialmente em relação aos investimentos necessários para implantação e manutenção das instituições.
Além da criação formal das universidades, a estruturação de campi, contratação de professores e servidores, laboratórios, bibliotecas e demais equipamentos acadêmicos representaria uma etapa importante para que as instituições pudessem efetivamente funcionar.
A proposta coloca, assim, a expansão da educação superior pública como parte da discussão sobre o desenvolvimento de regiões que concentram uma parcela significativa da população e das atividades econômicas do interior paraense.
O debate sobre novas universidades estaduais também envolve a definição de quais municípios seriam contemplados, quais cursos seriam prioritários e como seria distribuída a estrutura acadêmica entre as diferentes áreas do Oeste e do Sudoeste do Pará.

Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução







