domingo, abril 19, 2026
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Disputa pelo Senado no Pará se intensifica e reúne nomes de peso para 2026

A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Estado do Pará nas eleições de 2026 começa a ganhar força e já mobiliza algumas das principais lideranças políticas do Estado. No centro das articulações, surge com destaque o nome do deputado estadual Chicão, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará – Alepa, que desponta como pré-candidato competitivo ao chamado “segundo voto” dentro de um grupo político consolidado liderado pelo também candidato e ex-governador Helder Barbalho, de quem recebeu todo o apoio, assim como, de todos os parlamentares que compõem o legislativo estadual. Inclusive, na última eleição para a presidência da casa, o deputado Chicão recebeu 40 dos 41 votos, com apenas uma abstenção – não foi voto contrário, o que mostra sua liderança entre os seus pares.

Servidor de carreira da Alepa desde 1985, Chicão acumula mais de 40 anos de atuação dentro do Legislativo estadual, o que reforça sua imagem de profundo conhecedor da máquina pública. Ao longo de sua trajetória, foi vereador por três mandatos em Ananindeua, vice-prefeito do município e deputado estadual desde 2006, com sucessivas reeleições.

Na presidência da Alepa, tem priorizado pautas como a valorização dos servidores, modernização administrativa e interiorização das atividades parlamentares, com destaque para ações institucionais levadas a diversas regiões do Estado.

Nos bastidores, sua pré-candidatura ganha corpo com o apoio da maioria dos deputados estaduais, parte significativa da bancada federal, prefeitos e lideranças políticas e sociais.

ALIANÇA GOVERNISTA E ESTRATÉGIA ELEITORAL

O avanço do nome de Chicão ocorre dentro de uma articulação liderada pelo ex-governador Helder Barbalho, que aparece como pré-candidato ao Senado e figura entre os primeiros colocados em pesquisas de intenção de voto.

A estratégia do grupo prevê Helder como principal candidato (primeiro voto), enquanto Chicão ocuparia a posição de segundo voto na chapa majoritária.

A base política também inclui a atual governadora Hana Ghassan, que deve disputar a reeleição, e se contrapõe ao grupo liderado pelo também pré-candidato ao governo Dr. Daniel Santos, ex-prefeito de Ananindeua que postula o posto de governador do Estado e busca apoio de setores da direita, de quem está bem próximo após rompimento com o grupo do MDB.

OUTROS PRÉ-CANDIDATOS MOVIMENTAM O CENÁRIO

Além de Chicão, outros nomes importantes já se colocam como pré-candidatos ao Senado, ampliando a disputa e diversificando os perfis em jogo:

Zequinha Marinho

Atual senador, deve buscar a reeleição. Com base consolidada principalmente entre segmentos conservadores e do agronegócio, Zequinha aposta na experiência parlamentar e na atuação em pautas ligadas ao desenvolvimento regional e à regularização fundiária. Sua candidatura tende a representar um contraponto direto ao grupo governista.

Éder Mauro

Conhecido por seu perfil mais combativo e ligado à segurança pública, Éder Mauro mantém forte presença entre eleitores conservadores. Delegado de polícia de carreira, já disputou cargos majoritários anteriormente e costuma apresentar votações expressivas, o que o coloca como nome competitivo na corrida ao Senado.

Celso Sabino

Com trânsito em Brasília e experiência como ministro do Turismo, Celso Sabino é visto como um nome de perfil técnico e articulador. Sua atuação na Câmara dos Deputados e no Executivo federal reforça sua capacidade de diálogo político, o que pode ser um diferencial na disputa.

Joaquim Passarinho

Engenheiro civil e parlamentar experiente, Joaquim Passarinho tem forte atuação em pautas econômicas e de infraestrutura. Com base eleitoral consolidada e perfil mais moderado, surge como uma alternativa dentro do campo de centro-direita.

CENÁRIO AINDA EM FORMAÇÃO

Apesar da movimentação, todos os nomes citados ainda se encontram na condição de pré-candidatos, conforme estabelece a legislação eleitoral. A oficialização das candidaturas ocorrerá apenas durante as convenções partidárias, em 2026.

Até lá, alianças, desistências e composições ainda podem alterar significativamente o quadro atual.

Jader Barbalho mantém indefinição e legislação permite candidaturas familiares

Outro fator que influencia diretamente o cenário é a posição do senador Jader Barbalho, que ainda não confirmou se disputará a reeleição.

A possível candidatura de Helder Barbalho levanta questionamentos sobre a presença simultânea de pai e filho na disputa pelo Senado. No entanto, a legislação eleitoral brasileira não proíbe esse tipo de situação.

Como o Senado não envolve sucessão direta de cargo no Executivo, pai e filho podem concorrer ao mesmo cargo na mesma eleição, sem impedimento legal. A decisão final, nesse caso, cabe exclusivamente ao eleitor.

A definição de Jader será estratégica e pode consolidar ou redesenhar alianças dentro do principal grupo político do Estado.Por ROBERTO BARBOSA, Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Reprodução

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