quarta-feira, maio 29, 2024
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Educação de Jovens e Adultos usa arte para combate a violência contra mulheres

Para combater a violência contra a mulher e conscientizar a comunidade escolar e à sociedade, em geral, estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Pitágoras, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB), desenvolvem o projeto “Cicatrizes: combatendo a violência contra a mulher”. A ação integra a disciplina de sociologia, e objetiva analisar criticamente o assunto e utilizar palestras, arte e ações pontuais na comunidade para combater a violência.

Cerca de 90 estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) desenvolvem diversas atividades, como apresentação de reportagens e debates com o objetivo de provocar a reflexão e compreensão sobre as causas da violência contra a mulher.

“É muito importante abordar esse tema na escola, porque a gente identificou que existiam alunas que enfrentavam essa questão da violência e é muito importante abordar e ter essas ações com eles, para que haja esse combate maior. A gente sabe que não é daqui para amanhã que vai acabar, porque é um problema tipo um câncer na nossa sociedade, mas que a gente vai fazer a nossa parte”, disse a professora de sociologia e idealizadora do projeto, Cleonice Silva, explicando a importância do projeto.  

Durante a primeira edição do projeto na escola, em 2023, os estudantes foram estimulados a conhecer mais sobre a Lei Maria da Penha e elaboraram cartilhas que foram distribuídas na escola e na comunidade, além de visitarem a Delegacia da Mulher e encenar uma peça a respeito do tema. Este ano, o projeto continua e a escola já se programa para mais ações.

A estudante Emanoela Pantoja, que participa do projeto, destacou o impacto da ação na escola. “Na escola, tem uma aluna que não era da nossa turma e foi resgatada porque sofria violência do seu marido e, teve coragem para nos contar sobre todo o acontecido. Fomos a uma rádio e, lá ao vivo, ela contou sua história. Então, acredito que ela foi a nossa resposta, do nosso projeto do combate à violência contra a mulher”, contou.

Já para o estudante Matheus Monteiro, o projeto foi muito importante para conscientização e um olhar do ponto de vista da mulher a respeito da violência. “Através desse projeto, nós fizemos a peça, fomos visitar a delegacia, fazer entrevista com a delegada para a gente entender mais sobre a lei. Nós entendemos que uma mente construída é muito difícil de ser desconstruída, quando você ensina uma criança no caminho que ela deve andar ela vai aprender e vai permanecer. Com a peça nós passamos a visão do sofrimento, do que a mulher está passando dentro da casa dela, para que isso possa conscientizar as pessoas e, não só os agressores”, comentou o estudante.

Matheus ainda concluiu falando sobre os objetivos alcançados com o projeto desenvolvido na escola. “Nós passamos a ensinar as crianças, ensinar as pessoas através de peça, palestra, levando na delegacia para ver o que acontece com o agressor. Fizemos entrevista com a delegada para tentar conscientizar as pessoas dessas agressões e do risco que ela causa para a sociedade”, acrescentou.

Iniciativa – A Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), por meio da Assessoria de Convivência Educacional, promove formações para a comunidade escolar com o intuito de combater violências e tem trabalhado para promover círculos de construção de paz nas 898 escolas da rede estadual. Além disso, a Secretaria, por meio do programa Escola Segura, autorizou a contratação de 42 psicólogos e 42 assistentes sociais para cada Regional de Ensino e realiza a contratação e convocação de mais 300 psicólogos para atuação direta e contínua nas escolas.

Texto de Igor Oliveira, sob supervisão de Fernanda Cavalcante / Ascom Seduc

Fonte: Agência Pará/Foto: Divulgação

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