O aquecimento do mercado de veículos usados e seminovos tem reconfigurado a estratégia de montadoras, revendedores e instituições financeiras — e os feirões voltaram ao centro dessa disputa. Em Belém, o Feirão Mão na Roda volta como termômetro desse movimento, reunindo marcas e crédito em condições mais agressivas para destravar a decisão de compra.
A lógica é simples: com o consumidor ainda sensível ao preço do zero-quilômetro, o seminovo ganha protagonismo — e vira porta de entrada para a renovação da frota. Nesse contexto, eventos que concentram oferta, avaliação imediata de usados e aprovação de crédito no ato passam a funcionar como catalisadores de negócios.
Os números corroboram o momento. Segundo a Fenauto, o Brasil movimentou 4,37 milhões de veículos usados e seminovos no primeiro trimestre de 2026, com média mensal acima de 1,4 milhão de unidades. Em março, foram 1,67 milhão de transações — avanço de 21,5% na comparação anual, indicando um mercado ainda longe de arrefecer.
Nos bastidores, o que se vê é uma corrida por competitividade no crédito. Bancos ampliam prazos, flexibilizam entrada e disputam taxas para garantir presença nas operações. Não por acaso, o Feirão Mão na Roda aposta em financiamento em até 60 meses para automóveis e 48 parcelas para motos, além da possibilidade de usar o veículo atual como parte do pagamento — com avaliação na hora.
O evento deve atrair um público já mais orientado à compra do que à pesquisa. Para o setor, é mais um sinal de que 2026 pode consolidar o protagonismo dos seminovos como motor de volume no varejo automotivo — especialmente em praças onde o crédito segue como peça-chave para destravar consumo.
Serviço
Feirão Mão na Roda
Quando: até domingo (19), das 9h às 21h
Onde: Havan Augusto Montenegro — Rodovia Augusto Montenegro, 2216, Mangueirão, Belém
Texto e imagem divulgacionais








