Amei-te antes mesmo de te encontrar,
Como quem sonha a luz sem ver o dia;
Foi tua voz que deu sentido a via
Que a solidão insistia em me fechar
Em ti deixei meu medo de existir.
Meu nome, o tempo, a dor e a despedida;
Se amar-te é risco, aceito a própria vida
Como quem nasce só para seguir.
Não temo a morte, se ela em ti começa,
Pois viverás em mim, chama espessa
Que nem o fim do mundo apagará.
E quando os anos roube-nos o ardor,
Serás lembrança viva – eterno amor –
Que até na ausência ainda saberei amar.
Por Arnaldo Silva da Rosa*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.









