quarta-feira, julho 17, 2024
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Itália barra menção a aborto em esboço de declaração do G7

Os líderes do G7, as sete democracias mais industrializadas do planeta, mostraram posições divergentes sobre a inclusão do aborto na declaração final da sua cúpula na região da Apúlia, no sul da Itália, e por enquanto optaram por limitar-se a defender os “direitos reprodutivos”. Até o momento, o rascunho divulgado por diversos meios de comunicação não inclui a palavra “aborto”.

O embate foi protagonizado pela primeira-ministra anfitriã, Giorgia Meloni, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, com declarações cruzadas e pontos de vista opostos sobre a matéria.

A questão explodiu precisamente no dia da chegada do papa Francisco, na primeira vez em que um pontífice participa do G7.

A cúpula do G7 na Apúlia começou com um precedente, a declaração da edição anterior, em Hiroshima, em cujo texto final os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido assinaram a defesa do aborto, deixando a palavra escrita.

– Reafirmamos o nosso total compromisso em alcançar uma saúde e direitos sexuais e reprodutivos abrangentes para todos, abordando também o acesso ao aborto legal e seguro e aos cuidados pós-aborto – afirma o texto acordado no Japão.

No entanto, a cúpula deste ano na Itália abriu o debate sobre a manutenção ou não desta referência.

Até o momento, segundo fontes negociadoras, a palavra “aborto” não aparece na declaração de Apúlia, que será concluída e anunciada na tarde desta sexta-feira (14), e a alternativa é “garantir os direitos sexuais e reprodutivos”.

Os negociadores da União Europeia (UE), presentes na cúpula do G7, têm defendido o que foi conseguido em Hiroshima como “mais específico”, mas temem que “não seja possível chegar a um acordo”.

Um funcionário de alto escalão dos EUA observou que o G7 apoiará uma linguagem na sua declaração final semelhante à da última cúpula sobre a defesa dos direitos reprodutivos, mas não chegou a dizer se a menção ao acesso a um “aborto seguro e legal” da conferência do ano passado aparecerá novamente.

Meloni disse que a polêmica “é totalmente falsa” e que a declaração “faz lembrar a de Hiroshima, na qual já aprovamos no ano passado a necessidade de garantir que o aborto seja seguro e legal”.

*EFE

Fonte: Pleno News/ Foto: EFE/EPA/DONATO FASANO

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