quarta-feira, abril 24, 2024
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Meta vai desativar ferramenta que monitora redes sociais

A CrowdTangle, ferramenta utilizada para analisar o fluxo de conteúdo no Facebook e Instagram, será desativada em 14 de agosto, revelou o Wall Street Journal. A desativação, anunciada pela Meta, sela uma série de restrições que começaram em 2021 e, de lá para cá, afetaram o acesso de jornalistas e acadêmicos a dados importantes sobre teorias da conspiração e notícias falsas nas redes sociais.

A Meta anunciou que desativará a ferramenta CrowdTangle em 14 de agosto. Isso vai impactar o acesso de jornalistas e acadêmicos a dados sobre, por exemplo, desinformação e teorias da conspiração nas plataformas de mídia social da big tech (Facebook e Instagram);

A substituição pela Biblioteca de Conteúdo da Meta restringirá o acesso aos dados principalmente a acadêmicos e pesquisadores sem fins lucrativos, excluindo veículos de comunicação. Isso levanta preocupações sobre a transparência nas redes sociais;

Além disso, a nova Biblioteca de Conteúdo apresenta limitações, como falta de dados geográficos e restrições para download de informações, o que reduz a capacidade de pesquisa e análise em comparação ao CrowdTangle;

O encerramento do CrowdTangle suscita críticas sobre a responsabilidade da Meta em fornecer transparência, com apelos por regulamentações que garantam acesso contínuo a dados públicos online, especialmente em períodos críticos como as eleições presidenciais dos EUA.

A Meta, proprietária da CrowdTangle desde 2016, planeja substituir a ferramenta pela Biblioteca de Conteúdo da Meta, acessível apenas a acadêmicos e pesquisadores sem fins lucrativos. Esta decisão exclui veículos de comunicação (empresas privadas) do acesso, o que gera preocupações sobre a transparência e a disponibilidade de dados sobre as atividades das plataformas de mídia social.

MUDANÇA

A nova Biblioteca de Conteúdo promete funcionalidades como análise de comentários públicos e pesquisa baseada em visualizações. No entanto, relatos iniciais de usuários indicam limitações significativas, como a falta de dados geográficos e a impossibilidade de baixar informações de postagens públicas. Isso diminui o potencial de pesquisa e análise comparado ao oferecido pelo CrowdTangle.

As ações da Meta e de seu CEO, Mark Zuckerberg, em limitar o acesso público às atividades na plataforma parecem beneficiar a corporação. Isso porque reduzem a visibilidade das críticas e investigações sobre suas operações. Análises recentes apontam para decisões controversas de Zuckerberg, entre elas: a oposição a recomendações de segurança e a promoção de conteúdo prejudicial nas plataformas da Meta.

Brandon Silverman, ex-CEO e cofundador da CrowdTangle, expressou preocupação com o encerramento do serviço, especialmente devido à sua proximidade com as eleições presidenciais dos EUA. Ele considerou a decisão da Meta como “incrivelmente irresponsável”. Silverman também manifestou esperança de que o legado do CrowdTangle inspire regulamentações que exijam acesso legal e contínuo a dados públicos na internet para promover uma gestão responsável e colaborativa do espaço digital.

Imagem: Skorzewiak/Shutterstock

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