Leão é dominado durante boa parte da partida, vê Marcelo Rangel fazer grandes defesas, mas acaba castigado por Samuel Lino no segundo tempo; derrota deixa o time paraense ainda mais pressionado na luta contra o rebaixamento
O Clube do Remo perdeu mais uma oportunidade de respirar no Campeonato Brasileiro da Série A. Diante de um Mangueirão lotado, com torcedores azulinos e rubro-negros fazendo uma festa à parte nas arquibancadas, o Leão Azul foi derrotado pelo Flamengo por 1 a 0, na tarde deste domingo, 06, pela 26ª rodada da competição. O jogo teve a cobertura lance a lance da equipe dos titulares do esporte da Grupo Marajoara, em cadeia com a Rede Marajoara de Comunicação, Rádio Metropolitana FM 100.5 e o portal do Jornal A Província do Pará On-Line, patrocínio do sempre Avistão, 54 anos vendendo barato na esquina da economia Rua Manoel Barata com Padre Eutíquio no centro comercial de Belém do Pará, vendendo Móveis e Colchões em até 10X sem entrada, com entrega e montagem grátis.
O resultado não pode ser considerado uma tragédia diante da diferença técnica entre as equipes e, principalmente, daquilo que aconteceu dentro de campo. Mas, para um Remo que precisava desesperadamente pontuar, a derrota tem peso enorme.
O Flamengo controlou boa parte da partida, especialmente no primeiro tempo, teve mais posse de bola e empurrou o Remo para seu campo defensivo. O Rubro-Negro chegou com frequência, trocou passes e procurou espaços diante de uma equipe paraense que encontrou enormes dificuldades para sair jogando e construir ataques.
O Leão, entretanto, conseguiu sobreviver.
E teve até uma oportunidade que poderia ter mudado completamente a história do jogo.
RANGEL SEGURA O FLAMENGO
Marcelo Rangel foi novamente um dos principais personagens do Remo. O goleiro azulino apareceu em momentos decisivos e evitou que o Flamengo construísse uma vantagem maior.
Ainda no primeiro tempo, Samuel Lino obrigou Rangel a fazer uma defesa espetacular. O atacante recebeu dentro da área e bateu rasteiro, buscando o canto. Rangel se esticou todo e conseguiu espalmar a bola, mantendo o Remo vivo na partida.
Mas o futebol, às vezes, oferece uma oportunidade quando tudo parece estar contra um time.
E o Remo quase aproveitou.
Mesmo jogando pouco e praticamente sem conseguir incomodar o Flamengo durante a primeira etapa, o Leão encontrou uma boa situação ofensiva perto do intervalo. Gabriel Taliari recebeu em condições de finalizar dentro da área, mas demorou na definição e acabou permitindo a recuperação da defesa carioca.
Foi praticamente o resumo do primeiro tempo azulino: pouco futebol, muita resistência e uma chance que poderia ter sido aproveitada.
FLAMENGO AUMENTA A PRESSÃO
Na volta do intervalo, o Flamengo continuou controlando as ações. A equipe carioca tinha mais qualidade para trabalhar a bola e começou a encontrar espaços com maior frequência.
O Remo tentava resistir, mas permanecia excessivamente recuado.
Até que o gol saiu.
Aos 20 minutos do segundo tempo, Samuel Lino recebeu assistência de Arrascaeta e finalizou para vencer Marcelo Rangel e colocar o Flamengo em vantagem. O atacante chegou a cinco gols em seis partidas e confirmou a boa fase.
O gol obrigou o Remo a sair um pouco mais para o jogo.
O problema é que o time paraense não tinha, naquela tarde, repertório ofensivo suficiente para transformar a necessidade em pressão efetiva.
O Flamengo ainda teve oportunidades para ampliar, inclusive com Lucas Paquetá, mas não conseguiu transformar a superioridade em um placar mais elástico. Rangel continuou sendo uma espécie de último obstáculo azulino.
Nos minutos finais, o Remo tentou uma reação na base da vontade. A torcida empurrou, o time avançou e o Flamengo passou a administrar a vantagem.
Não foi suficiente.
UM 1 A 0 QUE PODERIA TER SIDO PIOR
Para o Remo, perder por apenas 1 a 0, diante do Flamengo e em um jogo no qual o adversário dominou boa parte das ações, pode ser considerado um resultado até aceitável sob o ponto de vista do tamanho do prejuízo técnico.
O problema é que o campeonato não permite mais ao Leão comemorar derrotas apertadas.
O Remo precisava dos três pontos.
Precisava transformar o Mangueirão lotado em combustível para uma reação.
Não conseguiu.
E terminou a rodada ainda mergulhado na zona de rebaixamento, com 23 pontos e seis partidas consecutivas sem vencer. O time paraense ocupa a 19ª colocação, a cinco pontos do primeiro clube fora do Z-4.
A situação, portanto, fica cada vez mais delicada.
FLAMENGO DE OLHO NA LIDERANÇA
Enquanto o Remo lamenta mais uma rodada sem vitória, o Flamengo deixa Belém em situação completamente diferente.
Com os três pontos, o Rubro-Negro chegou aos 54 pontos e assumiu provisoriamente a liderança do Campeonato Brasileiro, ultrapassando o Palmeiras, que ainda entraria em campo neste domingo contra o Botafogo.
Ou seja: o Flamengo saiu do Mangueirão fazendo exatamente aquilo que precisava fazer.
Venceu fora de casa, não sofreu gol e colocou pressão sobre o concorrente direto pelo título.
E AGORA, JOSÉ?
O Remo terá pouco tempo para lamentar.
O próximo compromisso pelo Brasileirão será contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, na segunda-feira, 14 de setembro, às 20h. Depois, o Leão volta a Belém para enfrentar o Santos, no dia 19, às 18h30, no Mangueirão.
É uma sequência complicada, mas também uma oportunidade para o time reagir.
Com 12 rodadas ainda pela frente, a situação é difícil, mas não irreversível. O problema é que cada rodada que passa sem vitória torna a missão de permanecer na Série A mais complicada.
O Flamengo, por sua vez, terá pela frente o Independiente del Valle, pelas quartas de final da Libertadores, antes de voltar a campo pelo Brasileirão contra o Corinthians, no dia 13 de setembro.
A FOTOGRAFIA DA TARDE
No Mangueirão, ficou uma imagem simbólica para cada lado.
De um lado, o Flamengo controlando a partida, jogando pelo resultado e saindo de Belém com três pontos que podem valer muito na disputa pelo título.
Do outro, um Remo lutador, mas limitado, que encontrou em Marcelo Rangel seu grande nome e que precisa urgentemente descobrir como transformar resistência em futebol ofensivo.
Perder por 1 a 0 para o Flamengo não é, por si só, um vexame.
Para quem está na zona de rebaixamento, porém, é mais uma oportunidade perdida.
E, a esta altura do campeonato, oportunidades perdidas custam caro.
Por ROBERTO BARBOSA/Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução do Lance







