Em conversa com a sócia Samara Pink, influenciadora conta que Margareth Serrão estranhou a versão original do fruto; “Sabor terroso”, justificou Samara sobre a estranheza de quem não é da região.
O açaí é, sem dúvida, um dos maiores símbolos da culinária brasileira, mas sua versão original — consumida de forma pura e tradicional no Norte do país — costuma causar um verdadeiro “choque de paladar” em quem está acostumado com as versões doces do Sudeste. Em um bate-papo recente, a influenciadora Virgínia Fonseca revelou que sua mãe, Margareth Serrão, não teve uma experiência positiva ao provar o açaí do Pará.
O Estranhamento de Margareth
Durante a conversa com sua sócia, Samara Pink, Virgínia comentou que a mãe passou a “não gostar de açaí” justamente após ter contato com o fruto em solo paraense. Para quem conhece o estilo de vida da família, o comentário gerou curiosidade, já que o açaí é onipresente em dietas fitness e lanches rápidos em todo o Brasil. No entanto, a forma de preparo no Pará, onde o fruto é batido apenas com água e servido muitas vezes com farinha de mandioca ou peixe frito, é bem diferente do “sorvete” de açaí comum em outras capitais.
O “Sabor Terroso” do Norte
Samara Pink, ao ouvir o relato de Virgínia, trouxe uma explicação que muitos especialistas em gastronomia corroboram: o paladar de quem não nasceu no Norte precisa de tempo para se adaptar. Segundo ela, o açaí paraense possui um sabor mais “terroso” e intenso, o que pode ser impactante para quem espera algo doce ou gelado como uma sobremesa.
“É um sabor mais forte, mais puro. Para quem não está acostumado, essa característica terrosa acaba sendo o que mais chama a atenção”, destacou Samara durante o papo.
Tradição vs. Adaptação
A polêmica sobre o “jeito certo” de comer açaí é antiga. Enquanto no Pará o fruto é base de refeição salgada e símbolo de identidade cultural, em estados como São Paulo e Goiás ele é consumido com xarope de guaraná, frutas e leite condensado. O relato de Virgínia e Samara apenas reforça como a riqueza da culinária amazônica é complexa e exige um “repertório” gustativo que nem sempre agrada de primeira quem vem de fora.








