Diferença entre branco e nulo é apenas estatística, já que nenhum dos dois conta para definir o vencedor; veja a explicação técnica.
O período eleitoral levanta diversos questionamentos sobre cargos políticos, propostas e o exercício do voto. A existência das opções “nulo” e “branco” nas urnas brasileiras é uma dúvida que surge nessa época, sendo, muitas vezes, ligada a mitos relacionados ao uso indevido de votos para fortalecer candidatos.
Observar as vertentes dos candidatos a cargos políticos é fundamental para escolher quem vai representar a população brasileira nos próximos quatro anos. Contudo, pode acontecer do eleitor não se identificar com as propostas apresentadas. De acordo com Rodolfo Marques, cientista político e professor do curso de Comunicação Social da UNAMA, é a partir dessa opinião individual que as pessoas decidem votar nulo ou branco.
“Essa decisão significa que o cidadão escolheu nenhum dos candidatos ao governo. Para o sistema eleitoral, o eleitor decidiu cumprir seu direito civil e não quis manifestar preferência partidária”, explica.
Embora existam duas opções de isenção eleitoral, na prática, elas possuem a mesma neutralidade. “A diferença está no resultado das urnas. O branco é a ausência do voto, representando quem não quer se comprometer com a escolha do candidato. O nulo é inválido. Ou seja, quando não escolhe um lado. É uma escolha consciente que não manifesta preferência nas candidaturas apresentadas”, diz Rodolfo Marques.
A escolha do voto neutro não influencia no resultado das eleições, destaca o especialista. De acordo com ele, assim como os eleitores podem votar nos candidatos que confiam, faz parte da liberdade de expressão o direito à neutralidade.
“Essas opções de dão sentido à liberdade de escolha no regime democrático brasileiro. Mas nenhum dos votos, nulo ou branco, são encaminhados para a candidatura de quem concorre ao governo. Isso é um mito. Na realidade, não serão validados na contagem das urnas”, esclarece.
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