Nova unidade atende a uma reivindicação histórica dos povos indígenas e permitirá ampliar a proteção territorial e o atendimento às comunidades da região
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) criou, por meio da Portaria nº 1.466/2026, a Coordenação Regional do Baixo Tapajós/Amazonas, com sede em Santarém, no oeste do Pará. A nova unidade atende a uma reivindicação histórica dos povos indígenas do Baixo Tapajós e Arapiuns, como também de Oriximiná, Aveiro e outras áreas do Baixo Amazonas.
A criação da Coordenação Regional contou com a articulação do deputado federal Airton Faleiro (PT-PA), em diálogo com lideranças indígenas de mais de 14 povos, a Funai e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI). As tratativas começaram durante as gestões de Joênia Wapichana, à frente da Funai, e de Sônia Guajajara, então ministra dos Povos Indígenas. O trabalho teve continuidade com a atual presidenta da Funai, Lúcia Alberta, e o atual ministro do MPI, Eloy Terena, que fez o anuncio da criação da CR durante visita ao oeste do Pará, em maio de 2026.
Para o Deputado Federal Airton Faleiro essa é uma conquista:
“Trabalhamos desde o início pela criação dessa Coordenação Regional. Conhecemos as reivindicações dos parentes do Baixo, Médio e Alto Tapajós e acompanhamos essa luta junto às lideranças indígenas. Essa é uma conquista coletiva que vai permitir à Funai atuar mais perto das comunidades e atender às necessidades dos nossos povos indígenas”.
A nova unidade integra o processo de reestruturação da Funai, iniciado em 2024, que prevê a ampliação de 39 para 43 Coordenações Regionais em todo o país.
O que muda para os povos indígenas?
Com a nova Coordenação Regional, a Funai terá uma estrutura administrativa em Santarém para gerir recursos e coordenar ações diretamente na região, reduzindo a dependência de unidades administrativas de outras localidades.
Na prática, a medida permitirá ainda ampliar as ações de proteção e fiscalização das terras indígenas, combate às invasões, gestão ambiental e garantia de direitos, além de facilitar o diálogo entre as comunidades e o Governo Federal.
Fonte e imagem: Assessoria Parlamentar e Ascom da Funai







