domingo, julho 21, 2024
Desde 1876

Imersão cultural é proporcionada aos turistas do Amazonas e da Bahia em Santarém

No início deste mês, o fluxo de pessoas turistando é grande na poética Pérola do Tapajós. A história cultural de Santarém aguça a curiosidade do público e um dos atrativos é visitar o Centro Cultural João Fona (CCJF), foi o que fizeram nesta quarta-feira, 3, turistas de Manaus (AM) e de Vitória da Conquista (BA).

“É importante em viagem nas férias em outras cidades conhecer prédios históricos, é viajar no tempo, porque vemos neles conhecimentos históricos e como foi a trajetória inicial da população santarena. E aqui no Centro Cultural a nossa família confirmou isso. É válido essa preservação do governo municipal de espaços como este, pela necessidade do cidadão conhecer de onde partimos e até onde estamos. Na parte política, econômica, social e a cultural nessa junção ao conhecimento da cidade santarena aos moradores locais e a nós que vistamos”, disse a amazonense e bióloga Ana Karoline Alves, que veio com a família a Santarém.

As várias peças arqueológicas da cerâmica tapajônica do museu, existente dentro do CCJF, foram apreciadas pelo baiano e economista Wagner Soares.

“Olhar para as peças de cerâmica é viajar no cotidiano dos povos originários de Santarém, os índios Tapajó. Os desafios que tiveram e de certa maneira iniciaram a vida humana deste lugar, e perpetuam para gerações nos proporcionando o conforto de hoje. Além de conhecimento, neste prédio é como beber de uma fonte originária, é algo riquíssimo. É de emocionar”, destacou.

A edificação iniciou em 1853 e com término em 1867. No local funcionou as atividades do Ministério Público de Justiça (Fórum de Justiça), Intendência Municipal (Prefeitura de Santarém), Câmara Municipal e Prisão Pública, em 1868. E por meio da Lei Municipal de nº 13.791 de 27 de agosto de 1991, o prédio foi denominado de Centro Cultural João Fona (CCJF). Utilizado exclusivamente com finalidades culturais, dando-se prioridade para a instalação, nas dependências, de salas museológicas, fixas e transitórias.

“O prédio reflete a história do povo santareno. Além do acervo, há a extensão ao serviço de pesquisa e preservação do patrimônio material e imaterial, à frente está o nosso chefe deste equipamento cultural, o Renato Sussuarana e equipe. A rotatividade é grande de pesquisadores, estudantes/acadêmicos em diálogos, solicitações de palestras/rodas de conversas pelos servidores. Destacamos o projeto Museu Itinerante, que leva conhecimento sobre nosso patrimônio histórico às escolas públicas estaduais e municipais. Destaque ainda à inserção na Semana Nacional de Museus, que neste 2024 levou à sociedade a reflexão ao tema [Museus, Educação e Pesquisa]”, relatou a secretária municipal de Cultura, Elisângela Pinto.

Ainda na conexão cultural e pesquisa, o chefe do CCJF, Renato Sussuarana, reforça que na Galeria de Exposições Temporárias, o público poderá apreciar a exposição “Sidereus Nuncius de Arte-Cência” de curadoria do Professor e Doutor Marcos Melo.

“Essa exposição apresenta réplicas de diferentes obras de arte que possibilitam refletir, entre outras coisas, a importância de Galileu Galilei para a ciência. E nessa junção, permitir compreender as relações entre a arte, a ciência e a tecnologia. O acesso é gratuito”, disse Sussuarana.

Manutenção predial

A parte externa do prédio recebe a manutenção de pintura. Em fase de conclusão a fachada do prédio, as laterais e os fundos estão concluídos, à frente da ação de pintura, o servidor da Semc, Moacir Façanha.

O expediente do CCJ é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18 horas. Ele está localizado na Rua Adriano Pimentel, s/n, na orla – bairro Prainha.

Imgens: Agência Santarém

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