Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara, Keniston Braga projeta fortalecimento do ensino público como ferramenta estrutural contra a miséria no estado
O destino de emendas no Pará desenha uma nova prioridade estrutural: a educação básica e técnica. O articulador desse movimento no sudeste do estado é o deputado federal Keniston Braga (MDB-PA). Atual presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU) da Câmara, ele se consolidou como o parlamentar que mais enviou verbas para Parauapebas, sua principal base eleitoral, e defende um compromisso do meio político.
“Eu acho que deveria ser condição precípua de todo aquele que quer ser candidato a um cargo eletivo, seja deputado estadual, deputado federal, que ele tenha como proposição a transformação do ambiente educacional no nosso país”, afirma. Para ele, o investimento nas escolas combate mazelas históricas. “A ausência da educação tem uma relação direta com a miséria e com a fome”, sublinha.
O peso político do parlamentar é respaldado pelas urnas. Na última eleição, obteve votação expressiva em Parauapebas, onde somou 52.088 votos, mais de 41% de seu eleitorado total. A densidade resultou em aportes diretos. O deputado destinou R$ 500 mil para fortalecer o campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) em Parauapebas e viabilizou repasses para a UFPA em Abaetetuba, além de articular a primeira escola de tempo integral de Itupiranga e creches municipais.
Para o deputado, cidades sob forte impacto da mineração exigem mão de obra local qualificada. “Se a gente consegue estabelecer polos de formação, e aí Parauapebas tem essa possibilidade imensa pela própria geração de demanda de mão de obra que ela tem, nós estamos a todo momento necessitando de mais profissionais qualificados”, defende.
O plano conecta o entorno regional. “Ter Parauapebas, ter Canaã, ter Marabá até as cidades do entorno, se a gente puder transformar isso aqui em polo de formação e não é só de ensino superior, a gente precisa pensar na base educacional. Precisamos dar a essas pessoas oportunidades de disputar essas vagas nas universidades federais em pé de igualdade”, defende.
Ao conciliar a chefia da CDU com as demandas regionais, Braga projeta o sudeste paraense além do extrativismo, fincando as bases do desenvolvimento urbano e social no futuro das salas de aula.
PARCEIROS QUEIMADOS
A campanha eleitoral ganhou um ingrediente indigesto: dinheiro de quem já passou pela “Lista Suja” do trabalho escravo. Segundo a Repórter Brasil, 13 empregadores responsabilizados administrativamente doaram R$ 837,4 mil a 15 candidatos de nove partidos. Entre os beneficiários, Michelle Bolsonaro, Bia Kicis, Mateus Simões e o paraense Gustavo Sefer, que recebeu R$ 380 mil do irmão Rafael Sefer, incluído na lista em abril. A doação é legal, mas a coincidência é péssima para o marketing.
Fonte e imagem: Assessoria Parlamentar







