Leão Azul precisa transformar a pressão em resultado positivo no Rio de Janeiro para manter viva a esperança de permanecer na elite do futebol brasileiro
O Clube do Remo tem mais um compromisso decisivo na luta para continuar na Série A do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, 10, o Leão Azul enfrenta o Vasco da Gama, em São Januário, no Rio de Janeiro, precisando de uma vitória para alimentar as esperanças de permanência na principal divisão do futebol nacional.
A missão é complicada, mas está longe de ser impossível. O Remo sabe que já deixou escapar uma oportunidade importante de somar três pontos diante de sua torcida, em Belém, e agora precisa buscar fora de casa o resultado que não conseguiu conquistar em seus domínios. Com a competição avançando, cada rodada passa a ter peso ainda maior na briga contra o rebaixamento.
O momento exige coragem, concentração e eficiência. Não basta jogar bem durante parte da partida, criar oportunidades ou demonstrar disposição. É preciso aproveitar as chances, reduzir os erros defensivos e manter a organização até o apito final.
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TORCEDOR ACREDITA
O torcedor azulino tem motivos para acreditar, mas o time também precisa entender que não há mais espaço para desperdiçar pontos preciosos. Dá para sonhar com a permanência na elite, desde que o sonho seja acompanhado de futebol competitivo e resultados concretos.
PRESSÃO DOS DOIS LADOS
Jogar em São Januário significa enfrentar um adversário acostumado a atuar diante de uma torcida exigente e que costuma transformar seu estádio em um ambiente de pressão. O Vasco, por sua vez, também terá seus próprios objetivos na competição e não deve facilitar a vida dos paraenses.
Para o Remo, será fundamental suportar a pressão inicial, evitar precipitações e aproveitar os espaços que possam aparecer durante o jogo. Uma equipe que luta contra o rebaixamento não pode entrar em campo pensando apenas em se defender, mas também precisa ter inteligência para escolher o momento de atacar.
A estratégia azulina deverá combinar marcação firme, equilíbrio entre os setores e velocidade nas transições ofensivas. Se conseguir manter o jogo sob controle e converter as oportunidades em gols, o Leão poderá voltar do Rio de Janeiro com um resultado capaz de renovar a confiança do elenco e da torcida.
VITÓRIA QUE PODE MUDAR O AMBIENTE
Os três pontos em São Januário representariam mais do que uma simples vitória fora de casa. Seriam uma resposta à pressão da reta decisiva do campeonato e um impulso importante para o Remo continuar brigando por sua permanência na Série A.
Um empate, dependendo dos resultados dos concorrentes diretos, poderá ter alguma utilidade, mas não atende plenamente à necessidade de recuperação do time. Já uma derrota aumentará a dificuldade da missão e poderá deixar o clube em situação ainda mais delicada na tabela.
Por isso, o confronto exige postura competitiva desde os primeiros minutos. O Remo precisa jogar com personalidade, sem confundir cautela com medo e sem transformar a urgência por uma vitória em ansiedade.
A torcida azulina espera uma equipe consciente do tamanho da responsabilidade. A permanência na elite ainda pode ser alcançada, mas o caminho passa obrigatoriamente por pontos conquistados dentro e fora de Belém.
Em São Januário, o Leão terá mais uma oportunidade de provar que merece continuar entre os grandes do futebol brasileiro. É noite de decisão: dá para sonhar, mas não dá para brincar com a sorte.
PROVÁVEIS ESCALAÇÕES
Remo — técnico Thiago Carpini: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Zé Ivaldo e Marlon; Leonel Picco, Zé Ricardo e Vitor Bueno; Yago Pikachu, Jajá e Taliari.
Vasco — técnico Pedro Emanuel: Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan e Cuiabano (Lucas Piton); Sosa, Thiago Mendes e Lescano; Andrés Gómez, David (Bruno Duarte) e Colidio.
O Remo não contará com Tchamba, preservado após defender a seleção de Camarões, nem com Galeano e Edson Fernando, suspensos. Matheus Felipe e João Lucas também estão fora por lesão. Em contrapartida, Mayk, Zé Welison e Gabriel Poveda voltam a ficar à disposição.
O Vasco chega embalado por três vitórias consecutivas no Brasileirão e tenta aproveitar o fator casa para continuar se afastando da zona de rebaixamento. O cenário aumenta a dificuldade para o time paraense, que precisará apresentar consistência defensiva e maior capacidade de conclusão.
Por ROBERTO BARBOSA, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Arte: Walter Filho, Grupo Marajoara de Comunicação





