Peça de propaganda divulgada nesta quinta (12) escala tensão entre Teerã e Washington ao chamar presidente dos EUA de “cliente de Epstein”.
A guerra entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo tecnológico e satírico nesta quinta-feira (12). O regime iraniano divulgou um vídeo produzido com Inteligência Artificial que utiliza a estética da animação “Divertida Mente”, da Disney, para atacar diretamente o presidente Donald Trump. A peça de propaganda foca em um dos episódios mais trágicos do conflito atual: o bombardeio a uma escola em Minab, que resultou na morte de cerca de 170 pessoas, em sua maioria crianças.
O “Divertida Mente” do Mal
A produção, compartilhada pelo perfil da Embaixada iraniana em Haia, simula uma coletiva de imprensa onde Trump é questionado sobre o ataque em Minab. Na vida real, o presidente e seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, têm negado que civis sejam alvos dos EUA. No vídeo, entretanto, a narrativa “mergulha” na mente de Trump, onde figuras semelhantes a demônios controlam suas reações.
Dentro do painel de controle mental do presidente fictício, os “sentimentos” o incentivam a enganar os repórteres. O vídeo destaca um console onde o botão “Mentira” está posicionado estrategicamente ao lado dos botões “Matar” e de um globo com a inscrição “Epstein”, uma referência direta ao escândalo de exploração sexual de Jeffrey Epstein, ao qual o regime iraniano tenta associar a imagem do líder americano.
A Tragédia de Minab e a Guerra de Narrativas
O ataque à escola de Minab é o ponto central da disputa. Enquanto os países trocam acusações mútuas, uma investigação militar preliminar dos próprios Estados Unidos indicou que o Exército norte-americano teria sido, de fato, o responsável pelo bombardeio. No vídeo de IA, após o comando interno para mentir, o Trump digital afirma que os EUA não possuem mísseis Tomahawk e que “amam o povo iraniano”.
Diplomacia Digital e Provocações
O uso de vídeos estilizados tem sido uma marca deste conflito. Recentemente, Teerã utilizou o universo Lego para ridicularizar as forças americanas, enquanto o governo Trump também utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos que tripudiam sobre o regime iraniano.
A divulgação deste material sinaliza que a “guerra híbrida” — que mistura combates físicos com disputas de informação e tecnologia — está em pleno funcionamento, utilizando elementos da cultura pop ocidental para tentar deslegitimar o adversário perante a opinião pública global.







