quarta-feira, maio 22, 2024
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México rompe relações diplomáticas com o Equador após invasão à embaixada de Quito

A relação entre México e Equador atingiu um ponto de ebulição após um incidente que chocou a comunidade internacional. Na noite de sexta-feira, 05, a polícia equatoriana invadiu a embaixada mexicana em Quito, resultando na detenção do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que estava sob asilo político concedido pelo governo mexicano.

A incursão à representação diplomática mexicana foi executado com veículos blindados e agentes mascarados. Jorge Glas, uma figura destacada do ‘correísmo’ e ex-aliado do ex-presidente Rafael Correa, foi capturado pelas autoridades equatorianas. Glas, condenado por corrupção em um caso envolvendo a empreiteira Odebrecht, havia buscado refúgio na Embaixada do México para evitar sua prisão iminente.

A reação do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, foi rápida e incisiva. Ele condenou veementemente o assalto, descrevendo-o como uma “flagrante violação do direito internacional e da soberania do México”. Em resposta, anunciou a ruptura das relações diplomáticas com o Equador e ordenou a retirada imediata do pessoal diplomático mexicano do país sul-americano.

O encarregado de negócios diplomáticos Roberto Canseco diz ter sido agredido fisicamente pelos policiais equatorianoso. “São delinquentes. Isso é inaceitável”. Segundo Canseco, Glas foi removido à força do edifício e levado sob custódia policial. Imediatamente após o episódio, AMLO se manifestou nas redes sociais dizendo que orientou sua chanceler a iniciar os trâmites para (agora sim) suspender as relações diplomáticas com o Equador.

A secretária de Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, reiterou a sacralidade do direito de asilo e anunciou que o México recorrerá à Corte Internacional de Justiça para denunciar as violações ao direito internacional cometidas pelo Equador. Bárcena também instruiu todo o pessoal diplomático mexicano a deixar o território equatoriano.

O impasse diplomático entre os dois países foi intensificado pela declaração de persona non grata à embaixadora mexicana, Raquel Serur, pelo governo equatoriano. Esta medida surgiu após comentários polêmicos de López Obrador sobre o assassinato do candidato equatoriano Fernando Villavicencio, exacerbando as tensões bilaterais.

ITAMARATY

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, condenou “nos mais firmes termos a ação empreendida por forças policiais equatorianas na Embaixada mexicana em Quito na noite de ontem, 5 de abril”. Em nota, o Ministério de Relações Exteriores disse que a ação viola a “Convenção Americana sobre Asilo Diplomático e à Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas que, em seu artigo 22.”

“A medida levada a cabo pelo governo equatoriano constitui grave precedente, cabendo ser objeto de enérgico repúdio, qualquer que seja a justificativa para sua realização.”, seguiu.

Imagem: Reprodução

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