quinta-feira, maio 30, 2024
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PGR já tem data para se manifestar sobre indiciamento de Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República está prevista para se posicionar em breve sobre acusações feitas pela Polícia Federal contra o ex-líder Jair Bolsonaro, relacionadas a irregularidades no registro de vacinação contra a Covid-19.

O inquérito foi encaminhado à instituição em março, após a conclusão do relatório policial.

Além de Bolsonaro, um ex-assessor e outras pessoas também foram acusados.

O procurador-geral pode optar por formalizar a acusação, arquivar o processo ou solicitar mais investigações.

Bolsonaro é suspeito de inserir informações inverídicas em sistemas oficiais e de formar uma associação para cometer crimes.

Segundo especialistas, as penalidades para tais delitos podem variar, podendo resultar em prisão, dependendo de fatores agravantes ou atenuantes, caso haja acusação e condenação subsequente.

Até agora, não foi feita nenhuma acusação formal.

Sobre a fraude dos cartões

A investigação apurou a existência de um grupo que teria inserido dados falsos de vacinação no sistema do Ministério da Saúde.

De acordo com os relatos, o esquema teria começado com a tentativa de criar um certificado de vacinação falso para a esposa de um ex-assessor.

A investigação indicou que a fraude se expandiu, envolvendo mais pessoas e visando beneficiar o ex-presidente Bolsonaro, sua filha e outros.

Defesa

Durante o período das acusações, um advogado de Bolsonaro alegou que as ações contra seu cliente eram motivadas politicamente.

Ele comparou a situação com outra investigação envolvendo Bolsonaro e enfatizou sua postura conhecida sobre a vacinação.

O advogado argumentou que Bolsonaro, enquanto presidente, não precisava de certificados de vacinação para viajar, e classificou as acusações como uma tentativa de minar seu crescente apoio político.

A defesa de um dos acusados argumentou que o indiciamento não estava alinhado com um acordo prévio com a Polícia Federal.

Segue a lista dos acusados:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente (inserção de dados falsos e formação de quadrilha);
  • Mauro Cid, ex-assessor presidencial (falsificação de documento público, inserção de dados falsos e uso de documento falso);
  • Gabriela Cid, esposa de Mauro Cid (falsificação de documento público e uso de documento falso);
  • Gutemberg Oliveira, deputado federal (inserção de dados falsos e formação de quadrilha);
  • Luis Reis, ex-assessor presidencial (inserção de dados falsos e falsificação de documento público);
  • Farley Alcântara, médico (inserção de dados falsos e falsificação de documento público);
  • Eduardo Alves, militar (tentativa de inserção de dados falsos);
  • Paulo Ferreira (inserção de dados falsos).

Fonte: Terra Brasil Notícias/Foto: Reuters/Adriano Machado

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