Parlamentar alcança 1.596.472 votos e supera marca histórica de 2018 em São Paulo.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) alcançou um marco histórico no cenário político brasileiro ao se tornar a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Com 100% das seções apuradas no estado de São Paulo, a parlamentar somou 1.596.472 votos, garantindo a segunda maior votação do estado e consolidando sua representatividade política.
Com esse resultado, Erika superou o recorde anterior, que pertencia a Joice Hasselmann desde 2018, quando obteve 1.078.666 votos. A marca atual ultrapassa o antigo recorde em mais de 433 mil votos. O desempenho das urnas também demonstra um expressivo crescimento em sua trajetória: a votação deste pleito equivale a quase seis vezes os 256.903 votos que a elegeram para seu primeiro mandato federal, em 2022.
No quadro geral das 70 cadeiras em disputa por São Paulo, Erika Hilton ficou atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que liderou o ranking com 3.038.438 votos. Completam a lista dos cinco candidatos mais votados no estado: Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107 votos; Kim Kataguiri (Missão), com 520.071 votos; e Tabata Amaral (PSB), com 476.383 votos.
Trajetória e Atuação Política
Natural de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Erika Hilton tem 33 anos e iniciou sua projeção na política municipal. Em 2020, foi eleita vereadora da capital paulista com 50.508 votos, tornando-se a mulher mais votada do país para uma Câmara Municipal naquele ano. Em 2022, fez história ao se eleger como a primeira mulher negra e trans para a Câmara dos Deputados, focando sua pauta no combate às desigualdades e na defesa dos direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+.
Durante seu mandato em Brasília, a parlamentar ganhou destaque nacional na pauta trabalhista. Em fevereiro de 2025, apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) propondo o fim da escala 6×1, com a transição para quatro dias de trabalho por semana, três de descanso e limite de 36 horas semanais.
Já em março de 2026, assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara — também como a primeira mulher trans a ocupar o posto —, elegendo como prioridades o combate à violência política de gênero, o fortalecimento das redes de proteção e a ampliação das políticas de saúde integral para as mulheres.
Foto Reprodução: jota.info





