segunda-feira, junho 24, 2024
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Vereador protocola pedido de CPI que mira o padre Julio Lancellotti

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) conseguiu as assinaturas necessárias e protocolou, ontem, quarta-feira, 13, na Câmara Municipal de São Paulo, um requerimento de abertura de CPI para investigar abuso e assédio sexual contra pessoas vulneráveis, usuárias de drogas e em situação de rua na capital. O foco principal do colegiado deve ser o padre Julio Lancellotti.

No Plenário da Câmara, Rubinho agradeceu aos colegas pelas assinaturas e também pediu o apoio dos demais membros do Parlamento, visto que o requerimento ainda precisará passar por duas votações na Casa e conseguir ao menos 28 votos favoráveis para que a CPI seja instalada. Antes disso, ainda será necessário um acordo para que o colegiado “fure a fila” de outras proposições.

“Nosso objetivo é trabalhar pelo requerimento de preferência para que ela seja instalada na Câmara de São Paulo. Desde já, solicito apoio aos demais vereadores no requerimento de preferência para protocolo e instalação agora da CPI”, disse Nunes.

ENTENDA O CASO

No ano passado, Rubinho Nunes tentou abrir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar organizações não governamentais (ONGs) que atuam na região da Cracolândia. Uma das figuras que estava no centro das discussões e que possivelmente seria convocada a depor estava o padre Julio Lancellotti.

O religioso está na linha de frente dos trabalhos sociais da Arquidiocese de São Paulo, atuando com moradores de rua que circulam pelo Centro da capital paulista. No entanto, para Rubinho, Lancellotti e “muitos outros lucram politicamente com o caos instaurado na Cracolândia”.

Na época, o parlamentar chegou a conseguir o número de assinaturas necessárias para protocolar o requerimento de instalação do colegiado, mas, posteriormente, alguns vereadores acabaram retirando suas adesões ao pedido.

Além da questão envolvendo as ONGs, o padre foi envolvido em uma polêmica relacionada a um vídeo no qual, supostamente, o sacerdote fazia uma chamada de vídeo com um menor de idade e se masturbava para ele. A gravação foi enviada pelo presidente da Câmara Municipal da capital paulista, o vereador Milton Leite (União Brasil), à Arquidiocese de São Paulo e ao Ministério Público.

O material teria sido gravado em 2019 e houve duas perícias feitas no vídeo. Uma delas dizia que o conteúdo foi adulterado, enquanto que uma segunda, revelada pela revista Oeste, declarava que a gravação é verdadeira e não foi adulterada. O padre, por sua vez, se defendeu e disse que a acusação de que ele se relaciona intimamente com menores tinha como objetivo atingi-lo.

Imagem: Reprodução

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