Gravações que circulam nas redes sociais detalham o acidente que causou a morte de Angela Bulbol; Polícia Civil investiga o caso.
Um caso de grande repercussão e comoção social tomou conta de Manaus após a morte da educadora Angela Neves Bulbol de Lima. O atropelamento, ocorrido na tarde de sexta-feira (20) dentro do condomínio de alto padrão Ephygênio Salles, no bairro Adrianópolis, foi registrado por câmeras de segurança e envolve duas figuras conhecidas na esfera pública amazonense.
A Dinâmica do Acidente
As imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o veículo conduzido por Mônica Melo, ex-diretora do Detran-AM, atinge Angela em frente à sua própria residência. O impacto foi severo e o veículo só parou após o choque. Angela, que já foi secretária de Administração e Gestão do Estado (Sead), foi socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer na noite de domingo (22).
Contestação da Família e Nota de Repúdio
A divulgação do vídeo gerou revolta na família da vítima, mas não apenas pelo conteúdo em si. Em nota de repúdio, o filho da educadora, Juarez Bulbol, afirmou que a versão compartilhada nas redes é parcial e não reflete o contexto completo do ocorrido.
Segundo Juarez, trechos importantes foram omitidos, como:
- A existência de uma lombada: O filho ressalta que as imagens integrais mostrariam a presença de um redutor de velocidade exatamente em frente à casa da família.
- Questionamento do vazamento: A família questiona como um material que deveria estar sob sigilo de investigação foi exposto de forma editada, intensificando a dor do luto.
Dúvidas sobre o Procedimento Policial
Além das imagens, Juarez Bulbol levantou pontos críticos sobre o que aconteceu logo após o atropelamento. Ele relata que, enquanto tentava salvar a mãe no asfalto, notou falhas no protocolo:
- Demora no acionamento: O questionamento se as autoridades foram chamadas imediatamente após o impacto.
- Cena do crime: A ausência de vestígios aparentes no local quando a perícia foi realizada posteriormente.
Busca por Justiça
A família de Angela Bulbol reforça que não busca promover ataques pessoais, mas sim a verdade dos fatos. Após registrar o boletim de ocorrência na Polícia Civil, os familiares declararam confiar nas instituições e esperam que a investigação seja conduzida com responsabilidade, imparcialidade e transparência, garantindo que as responsabilidades sejam reconhecidas dentro do rigor da lei.







