terça-feira, outubro 6, 2026
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De volta à ficção: Kéfera explora o lado sombrio da fantasia em “vestida de medo”

Influenciadora estreia no thriller fantástico na Bienal do Livro de São Paulo 2026, trazendo uma trama de caçadoras de bruxas, romance sáfiko e quebra de expectativas.

Kéfera está de volta ao mercado literário com o lançamento de Vestida de Medo, seu primeiro romance de fantasia sombria publicado pela Galera Record. Uma das atrações confirmadas na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, a influenciadora e autora conversou com a Quem sobre o processo criativo dessa nova fase e os bastidores de sua transição para a ficção adulta.

A Transição para a Fantasia Sombria

Conhecida anteriormente por livros autobiográficos como Muito Mais que 5inco Minutos (2015) e pela ficção juvenil Querido Dane-se (2017), Kéfera buscou um desafio completamente novo em sua carreira literária. A paixão antiga por thrillers psicológicos, suspense e atmosferas sombrias deu origem a um universo construído do zero, repleto de regras próprias, mistérios e personagens femininas complexas.

Iniciado em 2024, o processo de escrita exigiu rigor e releituras constantes para manter a coesão do mundo fantástico. Segundo a autora, o maior desafio foi equilibrar a construção do cenário, o ritmo narrativo, o suspense e o romance sem revelar respostas antes do tempo adequado.

Enredo e Identificação Pessoal

A trama acompanha Seraphine Wanderville, uma caçadora de bruxas que tem sua vida virada do avesso ao encontrar Elyra, a centésima mulher que deveria executar, mas por quem acaba se apaixonando. Para Kéfera, a conexão com a protagonista passa pelo questionamento de verdades absolutas — um paralelo com sua própria trajetória pública e com as pressões de carreira que enfrentou ao longo dos anos.

No que diz respeito ao romance sáfiko entre as protagonistas, a autora rejeita a necessidade de segregar a narrativa. O afeto entre Seraphine e Elyra é retratado com a mesma densidade, conflito e complexidade de romances heterossexuais, sem tratar a sexualidade como um conflito central, mas sim como parte orgânica da história.

Próximos Passos e Futuro na Literatura

O sucesso criativo de Vestida de Medo reacendeu o fôlego literário de Kéfera, que já planeja novas incursões pelo suspense e por tramas focadas na moralidade humana, explorando personagens cinzentos. Conciliando a literatura com novos projetos na atuação, a artista marca presença na Bienal do Livro de São Paulo nos dias 7 e 8 de setembro, participando de sessões de autógrafos e das mesas de debate “Kéfera se veste de medo” e “Romantasia brasileira”.

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