No GNT, economista conta que pediu ex-namoradas em casamento com semanas de namoro antes de se assumir gay
O economista e ex-BBB Gil do Vigor abriu o coração sobre sua vida íntima e os dilemas de sua sexualidade durante sua participação no programa “Papo de Segunda”, do canal GNT. No episódio exibido na segunda-feira (18), onde divide a bancada com João Vicente de Castro, Rafael Zulu e Francisco Bosco, Gil revelou que chegou a ficar noivo de duas mulheres no período em que ainda não havia se assumido homossexual.
Casamento planejado em semanas
Gil explicou que sua intensidade atual nos relacionamentos também se refletia no passado, quando tentava se encaixar nos padrões heterossexuais.
Com apenas dois meses de namoro, ele pediu a mão de Aline. “Ela fez uma missão, retornou e a gente oficializou. Nós começamos a namorar já falando em casamento”, relembrou o economista, destacando que hoje Aline é uma de suas grandes amigas.
Com outra ex-namorada, chamada Natália, o pedido foi ainda mais rápido. “Acho que foi com três semanas que eu falei ‘vamos casar’. Eu sempre fui extremamente acelerado com as meninas durante o meu período dentro do armário”, confessou.
O conflito com a religião e o retorno ao celibato nos EUA
Apesar do alívio e da libertação após sua marcante participação no Big Brother Brasil, Gil do Vigor revelou que o processo de autoaceitação não foi linear. Criado em uma formação cristã, onde passou 20 anos na igreja, ele enfrentou uma severa crise de identidade quando se mudou para os Estados Unidos para cursar o seu PhD.
Mesmo estando fora do armário, os dogmas religiosos do passado voltaram a assombrá-lo em solo americano. “Comecei a ficar com receio, comecei a me questionar novamente se ser um homem gay era aceito por Deus. Passei um ano frequentando a igreja e voltei para o celibato”, relatou.
Na tentativa de reprimir seus sentimentos, Gil chegou a marcar encontros com mulheres novamente, o que acabou engatilhando crises profundas de ansiedade. O ponto de virada veio em um momento de desespero: “Começo a chorar, vou para a igreja e falo assim: ‘sou gay e não aguento mais'”.
Amor-próprio e o medo de decepcionar
Hoje, Gil entende que a aceitação é um processo de altos e baixos e que seu maior compromisso é consigo mesmo e com suas origens.
“Demorou muito tempo para eu me amar do jeito que sou. Acho que, se eu puder não decepcionar minha mãe, está tudo bem, mas, em primeiro lugar, não posso me decepcionar. Preciso acreditar muito em mim, em quem eu sou”, concluiu de forma tocante.
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