sexta-feira, abril 12, 2024
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Seduc potencializa oferta da merenda escolar com novo modelo de distribuição

A merenda escolar é uma ferramenta pedagógica fundamental para a permanência e o desenvolvimento dos estudantes. No Pará, a Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) trabalha continuamente para garantir e reforçar a distribuição e entrega da merenda escolar para todo o estado. Para o ano letivo de 2024, a Seduc deu início a um modelo inédito no Pará de distribuição centralizada para determinadas regiões. As entregas são feitas a partir de um depósito, vinculado à secretaria, o que assegura melhor logística no atendimento das demandas de cada unidade escolar. A iniciativa quer garantir aos estudantes o acesso a uma alimentação nutritiva e de qualidade durante o período letivo, de modo mais rápido e seguro. 

“Ofertar merenda escolar é ter a certeza de que nossos estudantes terão oportunidade de aprender. Nós mantemos parceria ativa com os municípios para reforçar o valor de repasse e garantir a oferta de merenda de qualidade para nossos estudantes. Para esse ano, também reforçamos a logística própria da Secretaria, que precisava muito, entre outras coisas, para atuarmos mais de perto em determinados municípios”, disse Rossieli Soares, secretário de Estado de Educação do Pará. 

A distribuição da merenda para as escolas estaduais pode ser feita de duas maneiras: por meio do Programa Alimentação Escolar (PEAE), onde a Secretaria repassa recursos financeiros diretamente às prefeituras que aderiram ao Programa, para a aquisição de gêneros alimentícios, preparo e fornecimento de alimentação escolar para os estabelecimentos; ou através de logística própria da Secretaria, que ganhou um maior reforço para o ano letivo de 2024, atendendo aos municípios de Barcarena, Senador José Porfírio, Melgaço, Salvaterra, Mocajuba, Paragominas, Alenquer, Monte Alegre, Curionópolis, Parauapebas, Ananindeua, Belém e Santa Bárbara do Pará.

O investimento crescente e regular é reconhecido pelos estudantes, que atestam a qualidade da comida servida. As escolas de tempo integral se beneficiam com o modelo, já que recebem mais recursos para merenda escolar para garantir três refeições por dia para os estudantes. 

“Aqui no Integral passar o dia todo requer uma demanda bem grande, então a gente precisa ter uma boa alimentação para que a gente consiga aprender, ter uma aprendizagem melhor. As tias da cozinha são ótimas, elas sempre preparam uma ótima comida, elas usam tudo que enviam para cá e, quando chega a remessa nova, elas preparam a melhor comida possível, então nunca falta. Na escola tem uma nutricionista que organiza, monta o cardápio e ficamos sabendo o que terá durante a semana”, conta Anderson Santos, estudante do 3ª série do Ensino Médio da Escola Visconde de Souza Franco. 

“O recebimento da merenda escolar significa muita coisa, dentre as quais a garantia do dia letivo para os alunos que estudam na escola de tempo integral. Os alunos que vêm para o Integral têm três refeições durante o dia. Então, esse cardápio variado, que é mandado pela Secretaria de Educação, vem garantir a nutrição dos alunos e dessa forma os alunos conseguem ter uma aprendizagem mais significativa”, afirma Daniel Santos, diretor da Escola Visconde de Souza Franco. 

Merenda Escolar – O estudante Thiago Castilho está na 3ª série do ensino médio da Escola Estadual Professora Placídia Cardoso e se alimenta na unidade todos os dias. “A alimentação é crucial. Ninguém consegue aprender e nem fazer nada com fome. Por exemplo, tem alguns casos de alunos que realmente não têm o que comer em casa, seja por falta de renda ou qualquer problema assim. Eles vêm para a escola e conseguem se alimentar e consequentemente, aprender os assuntos. Como temos uma alimentação de boa qualidade, a gente acaba conseguindo suprir os nutrientes que a gente precisa e assim a gente consegue ter mais foco. Penso que a maioria das pessoas que estudam aqui gostam da hora do almoço, onde tem arroz e feijão, momento que a gente consegue repor todas as energias que a gente perdeu”, conta o aluno. 

Na unidade Professora Placídia Cardoso, que atende 400 estudantes, entre fundamental, médio e Educação para Jovens e Adultos (EJA), a diretora conta que a alimentação é muito significativa, principalmente para os estudantes do turno da noite. 

“A alimentação vem somar na estrutura física, mental desses alunos dentro da escola. E o próprio bem-estar dele aqui. Então a gente percebe dentro da política pública um olhar diferenciado agora para essa alimentação. Temos os alunos do noturno, aqueles que chegam do trabalho, nós montamos o cardápio deles, para que eles logo na entrada se alimentem e sigam para a aula”, disse a Rita Gonçalves, diretora da unidade escolar. 

Nos municípios de Alenquer e Monte Alegre, ambos no Baixo Amazonas, a Seduc fez a entrega dos gêneros alimentícios nas unidades escolares, onde cada uma recebeu proteínas e carboidratos  e, nos próximos dias, estará recebendo recursos financeiros direto nas contas do Conselho Escolar das Escolas por meio do Programa Dinheiro na Escola Paraense (Prodep). “No ano passado a entrega da alimentação se dava pela Prefeitura, onde em muitos momentos atrasava ou faltava, agora com a entrega direta dos produtos melhora em 100% a garantia desse benefício para os estudantes. Sabemos que uma criança e adolescente bem alimentados possuem os nutrientes protéicos que possibilitam um corpo mais saudável e, consequentemente, maior possibilidade de aprendizagem”, conta Jaime Teles, dirigente da DRE Monte Alegre.  

O Programa “Dinheiro na Escola Paraense” é uma iniciativa que potencializa e confere autonomia para o desenvolvimento de ações nas escolas, cujo objetivo principal é fortalecer a gestão escolar, possibilitando que as unidades aprimorem sua infraestrutura física e pedagógica. Com a verba, as escolas podem melhorar suas instalações, com reformas, reparos e aquisição de materiais didáticos e equipamentos, além de reforçar e compor a merenda escolar dos estudantes. 

A distribuição contém itens com valor nutricional para atender as necessidades dos estudantes, seguindo orientações de nutricionistas.  

Texto de Bianca Rodrigues / Ascom Seduc

Fonte: Agência Pará/Foto: Ascom Seduc

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