quarta-feira, abril 24, 2024
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Emater projeta cerca de R$ 1 milhão e meio de crédito rural para pescadores de Alenquer 

O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), em Alenquer, no Baixo Amazonas, está mobilizando pescadores artesanais da comunidade Nova Esperança para contratos de crédito rural com o Banco da Amazônia (Basa). A expectativa é que, até o fim do semestre, pelo menos 56 famílias recebam individualmente até R$ 25 mil para comprar apetrechos, como malhadeira, e eventualmente para renovar as pequenas embarcações, conhecidas na região como “bajaras”. 

João Gabriel da Silva, de 22 anos, proprietário da Fazenda Nova Esperança I, é um dos interessados. Atendido pela Emater desde 2020, o pescador trabalha também com mandioca, milho, gado, carneiro e galinha caipira, ao longo de uma área total de 36 hectares. Na cabeceira do rio Cuipeia, a captura é sobretudo de acari, carauaçu, piranha, tambaqui e tucunaré. 

“Será um dinheiro muito bem-vindo. Precisamos reformar, reestruturar. Penso longo em uma canoa melhor”, diz o trabalhador João Gabriel.  

Sustentabilidade

No começo deste mês de fevereiro, a Emater promoveu, dentro da própria Nova Esperança, em um núcleo comunitário, mais uma reunião com os pescadores, para esclarecer dúvidas e fortalecer orientações. Uma das possibilidades é crédito rural pela plataforma Basa Digital, na qual o acesso é acelerado, pelos desentraves burocráticos.

Para o chefe do escritório local da Emater em Alenquer, o técnico em agropecuária Waldomiro Yared, o acompanhamento da Emater reforça o viés de sustentabilidade e de segurança alimentar da pesca artesanal no município: “É uma atividade nobre, que valoriza tradições nutricionais, mas que exige respeito ao biossistema, para preservar. Nossa parceria é de difusão tecnológica, educação ambiental, intermediação de recursos”, explica.

De acordo com o especialista, ainda, o aporte financeiro deve aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos, repercutindo em geração de renda: “A família começa a ter capacidade de, por exemplo, investir na compra de isopor e de equipamentos, para conservar o peixe por mais tempo e ampliar o leque de comercialização”, completa. 

Texto de Aline Miranda

Fonte: Agência Pará/Foto: Divulgação

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