quarta-feira, julho 24, 2024
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Ginástica artística: conheça mais sobre a modalidade que tem Rebeca Andrade como favorita a medalha em Paris-2024

A ginástica é um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Olimpícos, e conta com três categorias em Paris-2024: ginástica artística, ginástica rítimica e ginástica de trampolim.

Com relatos de prática ainda no Egito e na Grécia antiga, como estratégia para atingir ideais de corpos perfeitos e para aperfeiçoar o desempenho militar, a ginástica artística é a mais prestigiada entre as três.

O esporte como conhecemos atualmente passou a ser desenvolvido no início do século XIX, por volta de 1811, quando o alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn fundou a primeira escola para a prática de ginástica ao ar livre.

Desde então, a ginástica artística ganhou popularidade e se espalhou pelo mundo inteiro. No cenário competitivo, crianças praticam o esporte desde pequenas e, muitas vezes, os grandes destaques da modalidade atingem seus auges ainda muito novos, muito por conta da exigência física do esporte.

A ginástica artística fará parte do cronograma olímpico pela 30ª vez nos Jogos de Paris-2024 e é um dos esportes que mais atrai espectadores para a competição.

A ginástica artística é mais uma modalidade das mais antigas em Olimpíadas. O esporte está presente no torneio desde o começo, quando fez parte do quadro de esportes olímpicos nos Jogos de Atenas-1896, apenas no masculino.

Desde então faz parte do cronograma olímpico, estando presente em todas as 29 edições até Tóquio-2020. A participação das mulheres começou a acontecer em Amsterdã-1928, quando as ginastas puderam competir na prova por equipes.

Assim como o ciclismo, atletismo, natação e outros esportes, a ginástica artística também possui uma série de provas e, consequentemente, distribui uma grande quantidade de medalhas.

Na Olimpíada de Tóquio-2020, por exemplo, foram disputadas as seguintes provas:

Masculino

Feminino

Equipes

Individual geral

Salto

Barras Assimétricas

Trave

Solo

No masculino, essa quantidade de provas, com esses mesmos eventos, ocorrem desde a Olimpíada de Berlim-1936. Já no feminino o cronograma da ginástica artística está estabelecido desde os Jogos de Helsinque-1952.

No total, já foram distribuídas 1018 medalhas (351 ouros, 332 pratas e 335 bronzes), um dos maiores números entre os esportes olímpicos.

Apesar de Estados Unidos, Japão e China se destacarem atualmente como as principais nações, foi a União Soviética que dominou o cenário no século passado e, por isso, ainda é o país com maior número de medalhas conquistadas, 182 no total (72 ouros, 67 pratas e 43 bronzes).

Diferentes ginastas se destacam nessa modalidade. Confira uma lista com os maiores medalhistas olímpicos da ginástica artística:

Sawao Kato (JAP) – 13 medalhas

Takashi Ono (JAP) – 13 medalhas

Boris Shakhlin (USSR) – 13 medalhas

Nikolay Andrianov (USSR) – 15 medalhas

Larissa Latynina (USSR) – 18 medalhas

Como um atleta pode participar do máximo de provas que ele conseguir, é possível ganhar uma grande quantidade de medalhas em apenas uma Olimpíada. Todos os atletas mencionados na lista dos maiores medalhistas da ginástica artística fazem parte do top10 medalhistas da história das Olimpíadas.

Vale destacar também outros nomes da história do esporte, como Vera Caslavska (11 medalhas), Nadia Comaneci (9 medalhas) e Simone Biles (7 medalhas). Simone, inclusive, é o principal nome do esporte na atualidade e deve competir em Paris-2024.

GINÁSTICA ARTÍSTICA

Os eventos da ginástica artística em Paris-2024 seguirão sendo os mesmos de Tóquio, ou seja, 8 provas no masculino e 6 provas no feminino, totalizando 14 eventos. Com isso, Paris terá 42 pódios a serem conquistados.

Ao todo, 192 atletas estarão na disputa, sendo 96 mulheres e 96 homens. A classificação para Paris-2024 é feita de duas formas: classificação por equipes e individual.

A classificação por equipes permite que, em cada gênero, 12 equipes se classifiquem. O caminho da classificação dos times para os Jogos foi  de duas formas: Mundial de Liverpool 2022, onde se classificaram China, Japão e Grã-Bretanha no masculino;  Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá no feminino.

A segunda possibilidade foi através do Mundial da Antuérpia 2023, e os seguintes países ficaram com a vaga: Brasil,  China, Itália, Holanda, França, Japão, Austrália, Romênia e Coreia do Sul no feminino; Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Suíça, Espanha, Turquia, Holanda e Ucrânia no masculino.

Para os países que não conseguiram se classificar nas disputas individuais via classificação das equipes, mais 5 caminhos possibilitaram a classificação dos atletas para a próxima Olimpíada:

Mundial da Antuérpia 2023 – as três melhores equipes de cada gênero que não se classificaram para as Olimpíadas no Mundial da Antuérpia tiveram direito a uma vaga individual

Mundial da Antuérpia 2023 – através do individual geral –  nove vagas no masculino e 15 no feminino foram distribuídas com base no ranking da classificatória do individual geral do torneio;

Mundial da Antuérpia 2023 – disputas por aparelhos – o melhor ginasta de cada aparelho ainda não classificado nas outras opções, se classifica;

Copas do Mundo de 2024 – os dois melhores ginastas de cada aparelho no ranking das etapas de 2024 do campeonato;

Campeonatos Continentais de 2024 – o melhor ginasta do individual geral de cada um dos cinco campeonatos continentais de 2024;

Os eventos da ginástica artística na Olimpíada de Paris-2024 serão realizados entre 27 de julho e 5 de agosto de 2024 na Bercy Arena.

27 de julho – classificatórias masculinas

28 de julho – classificatórias femininas

29 de julho – final por equipes masculinas

30 de julho – final por equipes femininas

31 de julho – final individual geral masculina

1º de agosto – final individual geral feminina

3 de agosto – finais por aparelhos (solo masculino, salto feminino, cavalo com alças e barras assimétricas)

4 de agosto – finais por aparelhos (argolas, salto masculino e solo feminino)

Brasil na ginástica artística em Olimpíada

Indiscutivelmente o Brasil vive seu melhor momento na ginástica artística olímpica. O país conquistou medalhas nas últimas 3 edições dos Jogos e vem crescendo consideravelmente dentro do esporte, inclusive com títulos mundiais.

O processo de crescimento e reconhecimento dos ginastas brasileiros demorou para acontecer. A estreia do país foi apenas na Olimpíada de Moscou-1980, com os ginastas João Luiz Ribeiro e Claudia Costa.

Desde então o Brasil esteve presente em todas as edições. Entretanto, a primeira medalha brasileira foi conquistada apenas 32 anos depois de sua estréia.

Apesar de grandes nomes do esporte brasileiro representarem o país no começo dos anos 2000, como Daiane do Santos, Jade Barbosa, Daniele Hypolito e Diego Hypolito, o Brasil só conquistou sua primeira medalha olímpica na modalidade nos jogos de Londres-2012, com Arthur Zanetti, que conquistou a medalha de ouro nas argolas.

Na Olimpíada seguinte, no Rio-2016, o Brasil subiu três vezes ao pódio: Diego Hypólito (solo) e Arthur Zanetti (argolas) conquistaram a medalha de prata e Arthur Nory (solo) ficou com a medalha de bronze.

Já em Tóquio-2020 o Brasil obteve o seu melhor desempenho olímpico, muito por conta das apresentações de Rebeca Andrade, maior nome brasileiro da história no esporte. Rebeca conseguiu as primeiras medalhas femininas do Brasil na modalidade, conquistando o ouro no salto e a prata no individual geral.

Dessa maneira, o Brasil já possui 6 medalhas olímpicas na ginástica artística, todas conquistadas nos últimos três torneios.

Para Paris-2024, a expectativa de medalhas é maior do que nunca. A equipe brasileira conseguiu ótimos resultados no Mundial de Antuérpia e no Pan-Americano de Santiago em 2023, conquistando a medalha de prata por equipes em ambos os torneios.

Além disso, Rebeca Andrade conquistou 9 medalhas somando os dois torneios, sendo 3 de ouro, 5 de prata e 1 de bronze. A ginasta é favorita para a disputa do salto, além de ter boas chances de conquistas no individual geral, solo e trave.

Além de Rebeca, Flávia Saraiva foi outra ginasta que se destacou no último ciclo olímpico, tendo conquistado um bronze no Mundial de Antuérpia no solo e 5 medalhas no Pan-Americano de Santiago.

No feminino, o Brasil está representado. Conseguiu a classificação por equipes e contará com 5 atletas para a disputa do torneio. A expectativa é que a equipe medalhista no Pan-Americano de 2023 se repita, com a seguinte formação: Rebecca Andrade, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Júlia Soares e Carolyne Pedro.

No masculino, o Brasil não conseguiu a classificação por equipes, mas terá dois ginastas presentes nas provas em Paris. Diogo Soares conseguiu a classificação individualmente e estará na França. Ainda não foi definido quem ocupará a outra vaga conquistada pelo país para o torneio.

Imagem e fonte: Isto é Independente

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