segunda-feira, junho 17, 2024
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Indústria também é lugar de mulheres

Você já reparou que existem profissões comumente exercidas por homens e outras onde é mais comum ver mulheres? Este é um dos reflexos da desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Apesar das mulheres terem conquistado mais espaço na última década, quando se pensa em trabalhos industriais, os homens ainda são maioria. De acordo com dados do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), as mulheres respondem por um quarto da força de trabalho da indústria brasileira. Em trabalhos operacionais, de condução de veículos, manutenção e até em gestão, elas fazem a diferença nas indústrias e geram resultados positivos.

Rosilene Gonçalves de Andrade trabalha desde 2012 como operadora de empilhadeira na unidade da Alubar em Barcarena. A empresa é a maior fabricante de cabos elétricos de alumínio da América Latina e maior produtora de vergalhões de alumínio do continente americano. Ela relata que, cada vez mais, as mulheres mostram que são capazes de atuar em qualquer cargo ou setor. “Não sinto diferença no trabalho por ser mulher. Pelo contrário, por ser a única mulher operadora de empilhadeira na Alubar, eu me sinto orgulhosa e motivada a dar o meu melhor a cada dia, em um espaço ocupado por homens”, afirma.

Ela conta que entrou na profissão pelo conselho de um amigo, que a motivou. “Eu estava desempregada e um amigo me incentivou a fazer o curso de operador de empilhadeira. Depois, mesmo sem experiência, esse amigo me deu uma oportunidade, amei a profissão e aqui estou eu”, relembra Rosilene, que hoje atua na movimentação de embalagens de cabos elétricos dentro da fábrica.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, 54,5% das brasileiras participavam na força de trabalho. Entre os homens, esta medida chegou a 73,7% – uma diferença de 19,2 pontos percentuais. Para inspirar outras mulheres que trabalham ou desejam trabalhar em profissões vistas como masculinas, a operadora Rosilene Gonçalves aconselha a não desistir. “Somos guerreiras e capazes de desempenhar qualquer trabalho, então, não podemos desistir dos sonhos jamais. Que cada mulher se sinta valorizada, respeitada, empoderada  e continue a desafiar limites, quebrar barreiras e inspirar mudanças”, destaca.

Imagem: Divulgação

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