domingo, julho 21, 2024
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Prefeito de Belém cita durante reunião do G20, áreas alagadas como um desafio a mais para a CO-30

Durante o encontro do Grupo de Trabalho de Finanças Sustentáveis (SFWG, na sigla em inglês) do G20, que ocorre desde ontem, terça-feira, 09, e segue até esta quarta-feira, 10, o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, enfatizou os impactos de alagamentos como um dos desafios da cidade que aguarda a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cop 30). De acordo com o representante, a capital paraense possui 72% do seu território afetado pelas inundações, o que exige soluções em contraste com a natureza. O evento traz líderes de mais de 30 países e instituições internacionais para debaterem estratégias de financiamento verde, políticas econômicas para o desenvolvimento e preservação do meio ambiente, além do combate aos efeitos da crise climática.

“É necessário mais do que mitigar, mas buscar caminhos alternativos para o desenvolvimento. Naturalmente, o financiamento climático é algo fundamental e para nós do Sul Global que estamos vendo a crise se abate contra as populações mais carente”, ressaltou o representante.

Considerando mais da metade da população belenense vivendo em áreas alagáveis, o prefeito destaca a urgência do combate aos efeitos dessa crise. Para ele, a importância do “financiamento climático” é ainda mais especial no sul global, onde aponta efeitos mais graves às populações carentes. Ainda destaca sobre as ações de combate a crise climática, acordos de cooperação internacional e financiamento de bancos multilaterais de desenvolvimento, que descreve como “um esforço para conseguir recursos de várias fontes e investir nessa infraestrutura sustentável”.

FINANCIAMENTO MAIOR

As discussões do encontro fazem parte da Trilha de Finanças que aborda assuntos macroeconômicos estratégicos e é comandada pelos ministros das finanças e presidentes dos Bancos Centrais dos países-membros. Na terceira reunião do Grupo de Trabalho (GT) Finanças Sustentáveis, que finaliza nesta quarta-feira (10), foram exploradas soluções em contraste com a natureza e baixo impacto ambiental. A partir da troca de experiências e do relato de 12 casos positivos nesse sentido, é consenso do G20 o papel crucial da ampliação de acesso aos Fundos Verdes para financiar projetos de transição ecológica.

De acordo com o coordenador do GT, Ivan Oliveira, o compromisso do grupo com os países-membros é garantir o financiamento a projetos focados nessa transição com justiça social. “Queremos que a agenda de transição justa seja incorporada em definitivo pelo  mundo. Não basta reduzir carbono, temos que manter a floresta em pé, manter as pessoas que vivem na floresta e vivem da floresta bem, em um processo de desenvolvimento mais integrado com a natureza”, afirma. Somados os países representados são 85% do PIB mundial.

DEBATES

Seguindo a programação, entre os dias 11 e 12, a reunião da Força-Tarefa do G20 para uma Mobilização Global contra a Mudança do Clima tem como objetivo propor mudanças sistêmicas necessárias para evitar o aumento de temperatura além do 1.5º C. Esta reunião é uma novidade apresentada pela presidência brasileira do G20, que assumiu em dezembro de 2023. Entre os seus objetivos, o próximo encontro visa montar estratégias para combater o aquecimento global, através de políticas de desenvolvimento, Avançar planos nacionais de transição energética e transformação ecológica, e discutir como captar recursos públicos e privados no combate à crise climática.

Imagem: Agência Belém

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