sábado, julho 20, 2024
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Estudo indica risco de sintomas duradouros da Covid após 3 anos

Um estudo publicado na revista Nature Medicine, na última quinta-feira (30), com o monitoramento de sequelas da Covid-19 em um grupo de 135 mil pessoas, indicou um risco aumentado de 5% de que pacientes não hospitalizados pela doença, ou seja aqueles que a desenvolveram em grau leve, tenham sintomas prolongados da patologia mesmo passados três anos da contaminação.

Além desse índice, o levantamento também apontou um risco 23% maior de que sintomas da doença ainda persistam um ano após a infecção, e 16%, após dois anos. Os efeitos persistentes na saúde no terceiro ano, de acordo com o estudo, afetam principalmente os sistemas gastrointestinal, pulmonar e neurológico.

– Não sabemos ao certo por que os efeitos do vírus duram tanto tempo. Possivelmente, tem a ver com persistência viral, inflamação crônica, disfunção imunológica ou tudo isso junto – disse Ziyad Al-Aly, epidemiologista clínico da Universidade de Washington e autor-sênior do estudo.

Outra constatação do estudo foi o de que pacientes com Covid que foram hospitalizados nos primeiros 30 dias após a infecção enfrentam um risco 29% maior de morte no terceiro ano em comparação com pessoas que não contraíram o vírus.

A pesquisa foi feita a partir da análise de milhões de registros médicos de uma base de dados mantida pelo Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos. O estudo incluiu mais de 114 mil veteranos com Covid-19 leve que não necessitaram de hospitalização; mais de 20 mil pacientes hospitalizados com a doença; e 5,2 milhões de veteranos sem diagnóstico de Covid.

Os pacientes foram incluídos no estudo de 1° de março de 2020 a 31 de dezembro de 2020, e acompanhados por pelo menos três anos, até 31 de dezembro de 2023.

Fonte: Pleno News/Foto: EFE/ Sebastião Moreira

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